Os Rolling Stones querem esse cara no Rock and Roll Hall of Fame


Na próxima vez que você ouvir um debate sobre quem deve ser induzido no Rock and Roll Hall of Fame, certifique-se de citar o nome do Hubert Sumlin.

Como apontado no documentário "Sidemen: Long Road to Glory", o guitarrista Delta Blues não é um nome familiar. Mas seu estilo dinâmico é tão reverenciado que mais de uma dúzia de ingressantes anteriores do HOF, incluindo Eric Clapton, Elvis Costello, Keith Richards e Steve Winwood do Traffic, solicitaram a instituição para induzir Sumlin como um dos grandes.

"Todos eles explicaram o quão importante Hubert era para eles", o diretor Scott Rosenbaum conta ao The Post sobre o homem que tocou com Howlin' Wolf e Muddy Waters. "Tantos músicos famosos tem uma dívida com Sumlin. Eu acho que o Hall of Fame deve considerar seriamente, e espero que este filme ajude o caso de Hubert".

Se acontecesse, Sumlin não experimentará a própria honra. Em 2011, apenas alguns meses depois de ter sido rankeado em 43º na lista da Rolling Stone dos 100 maiores guitarristas, Sumlin morreu em Nova Jersey aos 80 anos. Os Rolling Stones pagaram as despesas do funeral.

"Alguns músicos brancos receberam muitas críticas por cooptarem o Blues e não devolver", diz Rosenbaum. "Mas os Rolling Stones sempre apoiaram os homens do Blues. Eles sempre fizeram check-in para Hubert para ver como ele estava fazendo, e se ele precisava de alguma ajuda".


"Sidemen: Long Road to Glory" também explora a história de Pinetop Perkins (que deu aulas de piano para Ike Turner) e Big Eyes Smith (que tocava piano e bateria para Muddy Waters), e o papel que esses músicos, muitas vezes negligenciados, tiveram em alterar o curso da história da música. Mas é Sumlin quem tem a história mais fascinante.

Quando Sumlin era apenas um menino, crescendo no Delta do Mississippi durante a década de 1930, seu irmão criou uma guitarra improvisada, pregando um pedaço de fio ao lado do barraco da família. Um frasco de vidro de Coca serviu como um slide.

Eventualmente, Sumlin cresceu e mudou-se para Chicago, onde Wolf o recrutou para tocar em sua banda, proporcionando o acompanhamento perfeito para seus vocais.

Mesmo entre os seus colegas na comunidade Chicago Blues durante a década de 1950, Sumlin foi respeitado.

"Muddy e Wolf eram rivais e, uma vez [em 1956], Muddy enviou seu motorista até Sumlin e deu-lhe US$ 300 em $1 dólar para se juntar a sua banda", diz Rosenbaum, que passou cinco anos produzindo o filme. Mas depois de um período difícil de turnê, no qual ele dobrou como motorista de Muddy, Sumlin voltou para a banda de Wolf, a quem ele considerava uma figura paterna.

"Wolf e Hubert são um pacote", diz Rosenbaum. "Você não pode separar os dois".
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