Escutem a estreia do Tony Jackson


A história do Tony Jackson com a Country Music é bem interessante. Filho de um oficial da Marinha, Tony conheceu o Country na Espanha durante um show da United Service Organization. "Minha mãe ouviu apenas Gospel", diz ele. 

Meu pai estava no Jazz, no Hip Hop, no R&B, no new jack swing, mas a Rádio das Forças Armadas tocava tudo. Quando eu estava morando na Espanha - quando eu tinha 10 a 13 anos - Randy Travis foi lá em uma turnê da USO. Alguns amigos e eu estávamos lá mais cedo quando estavam montando o palco e nós realmente conseguimos conversar com ele antes de percebermos que ele era o cara que se apresentaria mais tarde. Ele foi muito legal para nós. No Corpo de Fuzileiros Navais, quando meus amigos e eu tocamos música um para o outro, ficamos com saudades de casa. Então, quando você ouvia essas músicas Country que falavam sobre família, casa e desgosto, você realmente era agarrado.

Tony seguiu a carreira do pai e se alistou na Marinha, cumpriu seu tempo de serviço e foi trabalhar em uma empresa listada na Fortune 500. Após a morte do George Jones em 2013, Jackson foi convencido por alguns amigos para se juntarem a eles para gravar uma versão do clássico "The Grand Tour". O vídeo foi colocado no YouTube e foi descoberta pela viúva de Jimmy Dean, Donna Dean Stevens, que estava no processo de revitalização do Old Dominion Barn Dance em Richmond, Virgínia. Ela ofereceu-lhe um lugar, que ele aceitou, e depois que sua apresentação foi bem recebida, ela e Jim Della Croce se tornaram co-gerentes de Jackson. Antes de iniciar sua carreira solo, Tony lançou dois bons álbuns com a banda Jackson Ward.

Sua estreia solo é uma mescla de faixas autorais com canções de outros compositores e alguns clássicos. O álbum não tinha como começar pior, "Go" é um Bro-Country clássico e muito bem poderia ser excluída do álbum. Mas esse é o único ponto negativo de "Tony Jackson", que segue com uma trinca de clássicos impecável: "Nashville Cats" (The Lovin' Spoonful), "The Grand Tour" (George Jones) e "It's Only Make Believe" (Conway Twitty).

São 35 minutos do mais puro Country tradicional, a instrumentação é impecável e remete a diversos momentos da Country Music e a voz do Tony Jackson é tradicional em todos os sentidos, me vi pensando em Alan Jackson, Daryle Singletary e Mark Chesnutt. As atenções estão muito voltadas para os covers que ele fez, mas me concentrei nas suas três composições, "Old Porch Swing", "Drink by Drink" e "She's Taking Me Home". Ele ainda precisa melhorar sua escrita, mas ambas as faixas são bem acessíveis e podem agradar um público mais amplo, as letras são fáceis e os refrões bem feitos.

A imprensa americana não está repercutindo "Tony Jackson", não li reviews ou qualquer coisa sobre o álbum, mas isso não importa, ele está conseguindo espaço mesmo sem o apoio da mídia. Os números nas plataformas de streaming são ótimos e fazia tempo que não via um álbum de um novo artista ser tão bem avaliado na Amazon e iTunes.

Você precisa escutar esse álbum, precisa acompanhar a carreira desse cara!

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