Melhores álbuns que escutei em junho de 2017


Como faço todos os meses, vamos a mais uma lista com os melhores álbuns que escutei no último mês. Os álbuns que escuto, na maioria das vezes, não foram lançados no mês que escuto, não consigo escutar todos os álbuns lançados no mês ou conheço o álbum bem depois dele ter sido lançado. As minhas listas sempre são compostas, em sua maioria, por lançamentos de bandas pouco conhecidas, mas sempre tento trazer alguns nomes mais conhecidos do grande público.


Melhores faixas que escutei em janeiro: "Corners" (Dalton Domino), "Omission" (The Magpei Salute), "Hope the High Road" (Jason Isbell), "Dreams & Songs" (Gov't Mule) e "Fairground in the Sky" (Bob Wayne).


Wotson
Engana-se quem acha que "Revolution Come...Revolution Go" é um álbum político, ele é bem diversificado, musicalmente e liricamente. Não vou perder tempo "babando ovo" das qualidades do Warren na guitarra, do Matt Abts na bateria e da banda como um todo, quero usar esse tempo para falar da voz do Warren. Não basta ser um dos melhores guitarristas da sua geração, o cara tem que ter uma puta voz, uma daquelas inconfundíveis. É impressionante como ele melhora álbum a álbum. Na minha humilde opinião, o Warren é o músico mais completo do Blues, talvez um dos mais completos da música na atualidade. O cara escreve ótimas canções, sua voz está em um patamar elevadíssimo e poucos se comparam a ele na guitarra. Por fim, "Revolution Come...Revolution Go" é fortíssimo candidato a álbum do ano e é um pecado não escutar essa obra prima. 


Wotson
Estava ansioso para escutar "The Nashville Sound" e ver o nível das críticas do Jason Isbell, me decepcionei e me animei ao mesmo tempo quando encerrei a primeira audição. O álbum foi vendido como bem politizado, mas fomos todos enganados. "The Last of my Kind" abre o álbum de forma bem suave e conta a história de uma pessoa que foi criada no interior dos EUA, muda-se para uma grande cidade e se perde geograficamente, emocionalmente, mentalmente. "Cumberland Gap" fala da vida sem muitas perspectivas de moradores de cidades em declínio e é um Rock dos bons. Eis que surge "White Man's World", a música que tem gerado alguns debates na internet. O Jason fala sobre privilégios, raça e gênero, e algumas pessoas se ofenderam com essa composição - a carapuça sempre serve em alguém - mas essa é a visão do Jason, um sulista branco do Alabama. "The Nashville Sound" é mais uma prova de que o Jason Isbell é um dos melhores músicos da sua geração e que seu som não deve ser limitado. Não importa se é mais Country, Pop ou Rock, o trabalho desse cara deve ser apreciado sem preconceitos.

Wotson
O lado ruim desse constante bombardeio de informações é que, na maioria das vezes, não conseguimos filtrar aquilo que realmente nos interessa, boa parte do que nos atinge é inútil. Sou um pesquisador frenético, adoro investir horas do meu dia procurando bandas legais, mas nem sempre alcanço todas, a Delta Moon é uma dessas que demorei para conhecer. A Delta Moon não é uma banda novata, já está na estrada desde os anos 90 e já lançou oito álbuns de estúdio. "Cabbagetown", seu lançamento mais recente, é simplesmente fabuloso. A banda tem influências do Swamp Blues, Boogie Bock, Delta Blues e acaba caindo no Southern Rock, principalmente na faixa de abertura, "Rock and Roll Girl". A dupla de guitarristas Tom Gray e Mark Johnson me fez lembrar das grandes duplas que já existiram no Southern Rock, os caras são muito talentosos, não é a toa que eles são conhecidos como "Atlanta's sultans of slide guitar".
Wotson
É impossível não escutar "The Magpie Salute" e pensar em Black Crowes, Southern Rock, jams e Allman Brothers. O álbum começa com a matadora "Omission", sendo essa a única autoral e gravada em estúdio, as demais foram gravadas ao vivo. Logo de cara podemos conferir o maravilhoso trabalho do vocalista John Hogg, o cara detona todas as vezes que aparece no álbum. "Comin'  Home" me fez tremer de tanta emoção, qualquer fã de Southern Rock deve ter sentido o mesmo com os acordes iniciais da faixa. Riff, riff, riff, piano, bateria, vocal marcante, backing vocals e mais riffs, isso enlouquece qualquer um! "What Is Home" e "Wiser Time", ambas composições da Black Browes, são as primeiras jams do álbum e mostram o nível de entrosamento da banda. Para quem é fã de longas jams, a sequência "What Is Home", "Wiser Time", "Goin' Down South", "War Drums" e "Ain't No More Cane" é de enlouquecer. É impossível não lembrar de Allman Brothers e todas as bandas que eles influenciaram ao longo das décadas. E para encerrar, o álbum termina com a maravilhosa "Time Will Tell" do Bob Marley. Esse álbum foi lançado só para mostrar o grande potencial que essa banda tem, não que alguém tenha duvidado disso desde o início. Agora é esperar que eles lancem logo um álbum de inéditas.

Wotson
Vou ser bem sincero, achei esse álbum uma grande merda da primeira vez que escutei, nada nele me cativou, achei o som "moderninho" demais e mainstream demais. Meses se passaram e resolvi escutar o álbum novamente, tudo graças a uma faixa: "Corners", uma das composições mais perfeitas dos últimos anos! Na maioria das vezes eu ficou muito ligado a sonoridade e me esqueço de olhar as composições, o que me faz deixar de lado muitos ótimos álbuns. A sonoridade de "Corners" é bem moderninha, tem backing vocals com uma pegada bem pop, instrumentos de sopro, banjo, algumas batidas eletrônicas e outras coisas, mas o Country ainda está impregnado no álbum, seja nas composições, na voz do Dalton ou em faixas como "Rain", têm até um Southern Rock em "Decent Man""Corners" é o tipo de álbum que vai ficando melhor a cada vez que é escutado, um dia odiei ele, hoje sou um viciado. Faça como eu, dê uma chance para esse texano.

Wotson
"Straw in the Wind" começa com "Axe", que caminha, assim como todo o álbum, para um Southern Rock de altíssima qualidade. "Better Than the Fall" tem seu inicio com um riff matador e evolui para uma canção muito bem arranjada e um refrão até certo ponto pegajoso. "The Well"tem um ar mais melancólico, ideal para escutar tomando um bom bourbon. "Della Jane's Heart" vem para espantar a tristeza e botar fogo na festa! "Straw in the Wind""Uncle Lloyd" e "The Secret" são ótimas canções, melancólicas, porém muito belas. Em "Whatever It Meens to You" a coisa começa a esquentar, volta a pegada Southern Rock. Uma bela composição com um solo de slide matador. Confesso que novamente me surpreendi, comecei a escutar a próxima música, com uma sonoridade mais pesada, diferente do resto até então. No refrão pensei acho que eu conheço essa música...fui ver o nome e, para minha enorme surpresa se trata de um cover de "Hole in the Sky" do Black Sabbath! Até então tudo estava caminhando muito bem, tinha rolado até um cover de Sabbath, não tinha do que reclamar. Mas faltava uma última música: "Let the Rain Comes Down". Me perdoem minha falta de palavras mas qualquer coisa que eu disser, a não ser que é pra mim a melhor música do disco, não fará jus a essa canção. Escutem e entenderão exatamente o que eu quero dizer. 
Wotson
"Chuck" é um apanhado de canções gravadas em diversos estúdios de St. Louis entre 1991 e 2014 e pode ser chamado de um álbum de família. Charles Jr., filho do Chuck Berry e guitarrista em várias canções do álbum, disse à Rolling Stone que Chuck sempre tocava para sua esposa Themeta Berry as músicas que acreditava estarem prontas. Se Themeta erguesse o polegar, a faixa estava aprovada, se abaixasse, Berry deveria voltar a trabalhar na faixa. Além de seu filho Charles, Ingrid Berry, sua filha mais velha, toca gaita no álbum, o Nathaniel Rateliff e o Tom Morello (Rage Against the Machine) tocam guitarra em "Big Boys", e o Gary Clark, Jr. é o guitarrista em "Wonderful Woman", faixa que abre o álbum e é uma homenagem a Themeta Berry. Todas as músicas são inéditas, mas duas são releituras de grandes sucessos da carreira do Chuck Berry. Nem preciso dizer quais canções elas foram inspiradas, basta ler o nome e você irá saber: "Lady B. Goode" e"Jamaica Moon". O som que escutei em "Chuck" não é nada diferente do que o Berry fez ao longo da sua extensa carreira, sem novidades, mas ao contrário de muitos dos seus trabalhos, não é uma obra-prima, algo que ninguém estava esperando, só estávamos querendo curtir mais algumas música inéditas dessa lenda e adicionar mais algumas faixas ao seu extenso acervo.

Wotson
O Justin Townes Earle é um dos muitos músicos que deveriam ser muito mais conhecidos, ele tem potencial, mas nunca deixou de lado o rótulo de "próximo". Earle usou drogas por anos e passou por diversas tentativas de reabilitação, foi preso e teve problemas com gravadoras desde que saiu da Bloodshot Records. De uns anos para cá a vida dele se normalizou, está sóbrio, se casou, sua filha nascerá em julho e conseguiu um contrato com a New West Records. Earle vive um bom momento e isso reflete no seu trabalho. O álbum é mais bem humorado, principalmente se comparado aos seus dois últimos álbuns, nostálgico e reflexivo. As composições seguem a tradição da família Earle, não tenho muito o que elogiar. Em "Absent Fathers", álbum lançado em 2015, achei a instrumentação muito simples, mas em "Kids in the Street" o Justin Townes Earle voltou a apostar mais na instrumentação e na mistura de estilos que chamamos de Americana. "Kids in the Street" pode não ser um álbum impecável, ele tem seus defeitos, mas é bom demais ver um músico como o Justin Townes Earle de volta e bem com a vida.

Wotson
Quando escrevi sobre o EP "Sunset Avenue" no ano passado, disse que a Gina Sicilia só precisava lançar um álbum definitivo, aquele que arrepie as pessoas e chame a atenção de um público maior. Parece que "Tug of War" é esse álbum. "Tug of War" não é totalmente inédito, cinco das onze faixas foram lançadas em "Sunset Avenue" no ano passado, talvez seja por isso que foi tão fácil amar esse álbum. Das novas faixas, destaco "I'll Stand Up", onde ela mostra todo potencial de sua voz, "I Don't Want To Be In Love", que tem uma grande influência do Soul de Memphis e é o melhor single para divulgar o álbum, e a bela versão do clássico "All My Loving" dos Beatles. Acompanho a Gina Sicilia a um tempo e é impressionante ver como sua voz evoluiu, suas composições estão melhores e sua mistura de Soul/Blues está cada dia mais perfeita, uma das melhores da atualidade. O nome Gina Sicilia pode não ser tão conhecido, mas ela tem talento de sobra para se tornar em um dos grandes nomes da sua geração.

Wotson
"Robert Cray & Hi Rhythm" se inicia com a lindíssima "The same love that made me laugh", uma regravação de Bill Withers em forma de balada com elementos do Soul, Funk, baixo com dedilhos do Jazz e um solo memorável de Cray. Em "You must believe in yourself", Cray junta elementos raízes do soul dançante, somado a sua voz em um só tom e guitarra leve no fim. Você vai se sentir numa Disco de soul dos anos 70, em pleno 2017. "Robert Cray & Hi Rhythm" traz todos os elementos que compõe um bom disco de Blues. Bateria e percussão sem muita complexidade, teclados marcantes e a linda e moderna guitarra de Cray como protagonista, como manda o figurino do Blues. Robert Cray tem seu nome gravado com honra no Blues Hall of Fame desde 2011. Esperem um disco moderno de Blues, sendo assim, aproveitem um disco 5 estrelas, onde Cray demonstra o quão simples é fazer uma música de excelência.
Wotson
"Bad Hombre" continua na mesma pegada de seus antecessores, a atitude Punk está presente no álbum inteiro e as histórias continuam ótimas. Mesmo que a atitude Punk seja uma das marcas registradas do Bob Wayne, o seu som ainda é Country tradicional. "Fairground in the Sky", que conta com a belíssima participação da Kristina Murray, é a faixa mais suave e mais tradicional que o Bob lançou até hoje, pelo menos é o que acho, que música maravilhosa. Anos atrás a Chelle's Rock Blog disse que "Till The Wheels Fall Off", lançado em 2013 era "um álbum que vai fazer você feliz, pode fazer você triste, ele vai fazer você dançar, mas acima de tudo ele vai fazer você sorrir," e o mesmo vale para "Bad Hombre".

Wotson
A Kitchen Dwellers é uma das grandes surpresas que surgiram na cena Bluegrass nos últimos anos. Conheci a banda no começo do ano após assistir alguns vídeos do quarteto no Youtube e foi o suficiente para ficar ansioso para escutar seu segundo álbum de estúdio. Como era de se esperar, "Ghost in the Bottle" não decepcionou. Muito influenciados por bandas de Newgrass como Railroad EarthGreensky Bluegrass, Trampled By Turtles, Infamous Stringdusters, entre outras, o som da Kitchen Dwellers traz influências do Bluegrass, Funk, Rock, Psicodélico, principalmente do Grateful Dead, música Celta e outros tipos de estilos acústicos. Essa é uma daquelas bandas que sempre estão em busca de mais complexidade e de expandir os limites do seu som, então espere ouvir qualquer coisa nas músicas da Kitchen Dwellers. Álbum mais que recomendado para aqueles que curtem jams e canções com influências de diversos estilos.

Wotson
Atualmente é impossível não incluir a Left Lane Cruiser em qualquer lista de melhores bandas de Blues da atualidade, o duo está em um nível altíssimo a anos e ainda não sabem o que é lançar um álbum ruim. Pegue qualquer um dos nove álbuns lançados pela banda, do "Gettin' Down on It" de 2006 até esse novo álbum, tenho certeza que nenhum som irá te decepcionar. O som da banda não mudou e nem acho que o duo queira mudar sua fórmula bem sucedida. O blues da Left Lane Cruiser continua cru e sujo, cheio de Rock e guitarras distorcidas. "Claw Machine Wizard" é bem curto, tem pouco mais de meia hora de duração, mas é extremamente empolgante e viciante. Escute esse álbum de mente aberta e se gostar, procure escutar toda a discografia da banda, você estará fazendo um grande favor para você. 

Wotson
"Chills & Fever" não é um álbum autoral, ele é composto por 14 clássicos dos Rock, Soul e Blues que influenciaram a Samantha. Como era de se esperar, esse não é um álbum tão focado no Blues e na guitarra, a voz da Samantha é o destaque. Sempre fui um fã da voz da Samantha, mas sempre achei que ela podia fazer mais e graças a esse novo álbum sabemos até onde a voz dela pode chegar. Ela está mais confiante e pronta para dar passos mais largos, o que desagradou uma parcela de seus fãs. Muitos fãs não gostaram dessa mudança, alguns acharam muito radical, outros perceberam uma tentativa de aproximação do pop e uma boa parcela, onde me incluo, viu com bons olhos a adição dessas novas influências. A Samantha Fish é jovem, completou 28 anos em janeiro, e é impossível acreditar que ela toque o mesmo estilo pelo resto da sua vida, músicos como ela sempre estão em constante evolução e precisam disso para continuar criando. "Chills & Fever" é diferente de tudo lançado pela Samantha, mas isso não significa que ela irá fazer o mesmo em seu próximo álbum autoral, ás vezes ela sentia a necessidade de gravar algo assim e fez. Nos resta esperar seu próximo álbum de inéditas.

Wotson
About a Soul é uma das bandas Folk nacional que acompanho a mais tempo, publiquei sobre eles pela primeira vez em 2013 e nunca deixei de acompanhar sua trajetória, é uma das minhas bandas nacionais preferidas na atualidade. Eu vivo elogiando os ótimos compositores americanos e muitas vezes me esqueço de olhar para os ótimos escritores que temos no Brasil. As 12 faixas de "Give me Something Real" são muito bem escritas e abordam temas bem comuns do dia a dia de qualquer ser humano, a vida, a sociedade em que vivemos, o mundo e os momentos de cada um dos músicos que integram a banda. O ano de 2016 foi muito especial para a About a Soul - a banda foi uma das finalistas do concurso EDP Live Bands, que escolheu uma banda nacional para tocar no festival NOS Alive '16 - e 2017 pode ser ainda melhor. "Give me Something Real" é um grande álbum e tem potencial para ser um dos destaques do ano, só precisa trabalhar melhor a divulgação, que é a parte fácil, a difícil é criar boas canções e uma sonoridade agradável, tarefas executadas com maestria pela banda.

Wotson
"Sad Clowns & Hillbillies" veio para se firmar como mais uma prima e um clássico de Mellencamp. Recheado de tudo que há de melhor na música de Mellencamp, o álbum traz elementos de Folk e Country como protagonistas, participações de vozes femininas que fazem do disco mais que especial, demonstrando o quanto Mellencamp consegue fazer sua música se tornar moderna sem perder seu charme clássico. John Mellencamp caprichou muito em "Sad Clowns & Hillbillies", agradando a todos os fãs, juntando todos os elementos que compõem sua carreira, Southern, Folk e Country em um só álbum. E obras assim são feitas somente por gênios da música, que conseguem prender todos seus fãs do início ao fim do álbum.  Uma curiosidade do álbum é que a arte da capa é uma pintura feita pelo próprio Mellencamp, que também tem uma carreira nas artes visuais. Boa audição e boa viagem a todos com esse álbum recheado de lindas canções. 

Wotson
Léo Maier já é um nome bem conhecido na cena Blues nacional e já está na ativa a mais de dez anos, mas só agora está lançando seu primeiro álbum autoral. Duas coisas se destacaram em "I Choose the Blues": o fato do álbum não seguir uma linha específica do Blues, tem um pouco de Chicago, Texas, Swing e até Funk e Soul; e, para mim, a divisão do álbum em duas partes, a primeira, que vai até "Blues For Mr. Jody Williams", tem uma pegada mais vintage, acho que é pela adição do saxofone e piano, e a segunda parte, que se inicia com a ótima "I Choose the Blues", já é mais moderna e com a guitarra roubando a cena. A primeira parte do álbum é boa, mas fiquei empolgado de verdade com o que escutei de "I Choose the Blues" em diante. Os solos, de guitarra e teclados, em "That Crazy Girl" são sensacionais; "We Miss the King"é uma belíssima homenagem ao BB King; e a curtinha "I'm Travellin" encerra o álbum em um ritmo mais dançante. "I Choose the Blues" é a estreia de um músico que ainda tem muito a fazer pelo Blues no Brasil, um cara que pensa pra frente, apaixonado por Blues e um guitarrista/compositor extremamente compositor. O cara tem futuro!

Wotson
"Nesses Últimos Dias" abre com duas faixas do álbum "Na Estrada""Mais de Mil Milhas" e a lindíssima "My Favorite Star", ambas com instrumental e ritmos diferentes e melhores do que já eram. "Colecionador de Lições" é uma faixa que me identifiquei instantaneamente. A faixa é uma espécie de carta que o Jean escreveu para seus pais quando ele morava em São Paulo. Morei muito tempo longe dos meus pais e ganhei muito com isso.  O outro grande destaque do álbum é "Amor de Pinguim", uma declaração de amor do Jean para sua namorada e que fala de fidelidade - pinguins são um dos únicos seres da natureza que escolhem um companheiro e passam toda sua vida com ele. A sonoridade de "Nesses Últimos Dias" não está muito diferente do álbum de estreia do Jean Donato. A voz dele ainda é o centro de suas gravações e o violão é o instrumento soberano. Infelizmente o nome do Jean Donato não é tão conhecido, uma pena para a cena como um todo.
Wotson
O mineiro Siloé Claus já participou de algumas bandas ao longo dos seus mais de 15 anos de carreira e lançou alguns álbuns com elas, mas só aos 29 anos de idade lançou seu debut solo. "Apenas Eu" é composto por cinco faixas autorais e o que ouvi é um Folk Pop acústico de muita qualidade. A instrumentação é simples, mas são as composições que se destacam. O amor é a temática do EP, todos os tipos de amor, o familiar, ao próximo, aquele que sentimos por nós mesmos, pelos amigos e, óbvio, o amor por uma mulher/homem. Espero que o Siloé lance mais músicas em breve, preciso de mais.
Wotson
Os paranaenses da Pallets já estão na ativa desde 2004 e lançaram sua estreia independente intitulado "Independência ou Sorte?" em 2012. Tive a sorte de conhecer a banda no final de 2016 e estou cada dia mais gostando do som feito pela banda, principalmente depois do lançamento do EP "Pallets". Esse EP é bem curto, tem 9 minutos de duração e duas canções, "Estrada" e "Eu Preciso". A primeira é um Southern Rock muito bem feito e que irá agradar demais os fãs do estilo. A banda lançou semanas atrás um clipe dessa faixa, confiram aqui"Eu Preciso"ainda é Southern Rock e tem um slide muito legal, mesmo ficando bem de fundo. A Pallets está fazendo um ótimo trabalho e espero que continue nessa pegada.

Wotson
Acompanho o trabalho solo do Felipe Cazaux (guitarrista e vocalista) desde que criei esse site e é um dos músicos brasileiros que mais respeito, seus trabalho no Blues é maravilhoso e aqui na Mad Monkees não poderia ser diferente. A banda pratica um Rock com uma pegada Stoner mas suas influências não se limitam só a esses estilos, elas vão do Blues ao Grunge, do Thrash Metal ao Rock alternativo, de Black Sabbath a Muse. "Mad Monkees" foi produzido pelo Carlos Eduardo Miranda, aquele jurados dos programas Ídolos, Astros e Qual é o Seu Talento? do SBT, e conta com a participação especial da Emmily Barreto (Far From Alaska)Anderson Kratsch e Stevam Sinkovitz, ambos do Marrero. Além da sonoridade, pesada e repleta de riffs, as letras do álbum são um destaque a parte. Elas abordam as disputas de poder no mundo ("Profit Over Doom"), guerras ("Bombman"), as dificuldades de relacionamento entre os membros da banda no início ("Monkee Business") e questões políticas e sociais. A Mad Monkees é mais uma ótima banda dessa excelente safra de bandas nacionais de Rock e seu álbum de estreia é a prova disso, que debut! Fiquem de olho nesses caras.

Outros álbuns

"Shame" da Rachel Baiman
"Universal Favorite" do Noam Pikelny
"Stoned On One" do Andrew Pope
"Everyday Seem Like Murder Here" do Hayes McMullan
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