Melhores álbuns que escutei em maio de 2017


Como faço todos os meses, vamos a mais uma lista com os melhores álbuns que escutei no último mês. Os álbuns que escuto, na maioria das vezes, não foram lançados no mês que escuto, não consigo escutar todos os álbuns lançados no mês ou conheço o álbum bem depois dele ter sido lançado. As minhas listas sempre são compostas, em sua maioria, por lançamentos de bandas pouco conhecidas, mas sempre tento trazer alguns nomes mais conhecidos do grande público.


Melhores faixas que escutei em janeiro: "Silent Movie" (Pokey LaFarge), "Sweet Dreams" (Bruce Robinson), "Dawn's Eaarly Light" (Cary Morin), "Shiver" (Them Old Crap), "Kate McCannon" (Colter Wall), "Broken Halos" (Chris Stapleton), "Coisa de Casa" (OutroEu), "Drifter" (Hammerhead Blues).


Wotson
Criado nas pradarias de Saskatchewan, Canadá, o jovem Colter Wall, ele tem apenas 21 anos, tem tudo para se tornar uma grande estrela da Country Music. Se você for um fã de caras como o Steve Earle e Parker Milsap, músicos extremamente minimalistas, você irá adorar "Colter Wall". Dessa atual geração de tradicionalistas canadenses, o Colter Wall é o que tem mais potencial para se tornar uma "estrela". As composições dele contam boas histórias; sua voz está mais próxima de um desses cantores em fim de carreira, ela soa velha e cansada, o que me fez crer que ele era bem mais velho; seu som não é exuberante, é baseado em um violão, pedal steel e uma percussão bem suave, mas nada que tire o foco da sua bela voz; e para fechar, o álbum foi produzido pela pessoa certa, o Dave Cobb, que como poucos sabe retirar o melhor de músicos que tem as composições como seu forte, vide Chris Stapleton, Jason Isbell e Sturgill Simpson. Por ser muito novo, o Colter Wall pode ter um futuro impressionante, o cara nasceu para isso, mas acho injusto falar de futuro agora, nunca sabemos o que vai acontecer amanhã. Vou falar sobre o presente e nesse momento, o Colter Wall é, para mim, a grande revelação de 2017.


Wotson
Os fãs mais antigos do Pokey LaFarge irão perceber que o som do músico não soa tão retro como antes, mas isso não significa que ele abandonou suas origens. "Maniac Revelations" tem uma pegada mais anos 60 e existe uma explicação para essa mudança drástica no seu estilo. Pokey ficou indignado com o que aconteceu em Ferguson, Missouri, um subúrbio de St. Louis, sua cidade natal, e decidiu abraçar o som dos anos 60, o som movimento dos direitos civis, para passar sua mensagem. A maioria das pessoas que escutam o Pokey LaFarge se atentam muito ao seu som, mas se esquecem que ele é um ótimo contador de histórias e é isso que ele faz em seu novo álbum.O som pode ser retro, mas a mensagem é muito atual.

Wotson
"Cradle to the Grave" está a quase 4 meses na lista de álbuns que tenho que escutar, tantos artistas de destaque lançaram álbuns no primeiro semestre que acabei deixando muitos álbuns de lado. E como estou arrependido de não ter escutado o quarto álbum do Cary Morin antes! O som o Cary Morin é um Blues acústico que tem muitas influências do Folk e Jazz. O Cary compôs, cantou e tocou todas as faixas de "Cradle to the Grave", quase um one man band. É impossível não se hipnotizar pela voz e, principalmente, violão do Cary, faz tempo que não escutava um álbum acústico tão como esse. Esse é um daqueles álbuns em que o músico e seu instrumento estão em completa harmonia. Vocês precisam escutar as músicas desse álbum!

Wotson
O Bruce Robison ficou alguns anos sem lançar novos álbuns, mas certas coisas não mudam com o tempo. Quando escutei "Cheater's Game", álbum em parceria com a Kelly Willis, pela primeira vez em 2013, fiquei impressionado com a voz do Bruce Robinson, ela transborda tradicionalismo, e senti a mesma coisa quando escutei "Rock and Roll Honky Tonk Ramblin' Man", faixa de abertura do álbum, pela primeira vez. "Bruce Robison & The Back Porch Band" é bem curto, são 33 minutos de duração, mas cada segundo é precioso e delicioso, é um daqueles álbuns que você nem percebe que já acabou e começou a tocar novamente.

Wotson
Como era de se esperar, "From A Room: Volume 1" foca na maravilhosa voz do Chris, mas nunca deixando de lado as composições. Ser atraente para o público mainstream sem deixar suas raízes de lado é o grande desafio dos músicos "tradicionais" da atualidade e o Chris Stapleton encontrou a fórmula ideal. "From A Room: Volume 1" não é um álbum conceitual, algo que muitos fãs esperavam, é apenas uma coleção de boas músicas gravadas de forma simples e com muito sentimento. Sem frescuras o Chris Stapleton consegue ser melhor do que boa parte dos músicos da atualidade.

Wotson
Admito que "Welcome Home" não me empolgou tanto nas primeiras três vezes que escutei - até comentei em um grupo que esperava mais do álbum - queria algo com uma pegada mais "You Get What You Give" ou "The Foundation", mas o que escutei foi algo mais próximo do ecleticismo moderado de "Uncaged", outro álbum que sou aficionado. Musicalmente, esse novo álbum, na minha opinião, se aproximou mais de "Uncaged", álbum em que a banda deixou de ser só mais uma banda Country, expandiu seu som e assumiu seu lado jam - extrapolou na aberração lançada em 2015, mas isso acontece - e a banda não abandonou essa pegada em "Welcome Home". O Country está em todas as partes, mas é um Country à lá Zac Brown Band, cheio de outras influências. Quando o Zac Brown falou em retornar às raízes, significa escrever músicas que literalmente falam sobre suas raízes, demorei para entender isso. "Welcome Home" ficou melhor a cada play e está repleto de grandes momentos, vide os singles já citados e a bela "Your Majesty". Esse álbum está gerando reações bem diferentes entre os críticos e fãs, eu estou do lado da galera que gostou muito do álbum e está dando pulos de alegria por ver a banda fazendo o som que tanto amamos. 

Wotson
O Malcolm Holcombe é um dos muitos músicos que nunca se limitaram a um gênero, ele sempre gravitou entre o Folk, Blues e Country, talvez seja uma influência da região em que nasceu, as Blue Ridge Mountains na Carolina do Norte, um celeiro de grandes artistas e um local onde esses estilos sempre convivem harmoniosamente. Sempre achei injusto classificar a música dele em algum gênero, mas com a popularização do termo Americana, podemos categorizar, algo que não é legal, mas é necessário. "Pretty Little Troubles" é o oitavo álbum do Malcolm em dez anos e tenho a impressão que ele melhora a cada lançamento. Nada mudou, sua voz barítono ainda é linda, suas composições continuam contando ótimas histórias e o instrumental ainda é impecável, mas mesmo assim ele consegue soar melhor em cada álbum, não sei o que é, talvez seja a magia que envolve os Apalaches e seus músicos.

Wotson
A Them Old Crap surgiu no cenário nacional em meados de 2013 e rapidamente se tornou uma das principais bandas da "cena" Country/Bluegrass do Brasil. "Old Man", álbum de estreia da banda, demorou para sair, mas valeu a pena esperar. O álbum é uma mistura do Bluesgrass e Punk, que é uma tendência cada dia mais popular no Brasil. Imaginava escutar algo parecido em "Galeria Fantasma", mas fui surpreendido. Em seu novo álbum, a Them Old Crap expandiu sua musicalidade de uma forma que eu não esperava, algo bem radical na minha opinião, deve ser por isso que gostei tanto das quinze músicas que compõem o álbum. A sonoridade da banda melhorou demais, essa liberdade musical fez bem para a banda, e as composições saíram do clichê bebidas e brigas que as bandas brasileiras tanto gostam (eu também gosto, mas só isso não dá). Destaque para as ótimas "Rituals""Make Up""Shiver""Someone" e a belíssima "Caldroun". A Them Old Crap  se reinventou em "Galeria Fantasma" sem perder sua essência, o Bluegrass. Essa é uma das melhores bandas nacionais, não tenho dúvidas disso.

Wotson
Na ativa desde 2014, os paulistas da Hammerhead Blues estrearam em 2015 com os dois pés na porta, o EP "Hammerhead Blues" é uma mistura de Rock setentista, Blues rock, Stoner rock e Psicodélico de tirar o fôlego. "Caravan of Light" continua na mesma pegada e também não me deixou respirar. Todos os integrantes da banda são bem novos e tocam juntos a pouco tempo, mas não foi essa a impressão que tive ao escutar "Hero", um belíssima instrumental, e as demais faixas do álbum. Eles já eram muito bons no seu EP de estreia, não esperava uma evolução tão grande em pouco tempo. Tenho certeza que isso é fruto de muito trabalho e dedicação. O álbum tem muitos destaques, a já citada "Hero""Vultures" e "Lion Queen", mas foi "Drifter" que me fez ligar o repeat. "Drifter" é a faixa mais longa do álbum mas está repleta de ótimas jams. Uma em especial me chamou a atenção, ela começa por volta do quarto minuto e, para mim, soou muito Allman Brothers, o suficiente para ganhar minha preferência. Não vejo os sites nacionais falando muito da Hammerhead Blues, mas tenho certeza que isso irá mudar com o lançamento do ótimo "Caravan of Light".
Wotson
Eu estava muito ansioso para escutar esse álbum de estreia da OutroEu. Fui um dos milhares de fãs que acompanharam cada passo da banda no Superstar e tenho acompanhado o dia a dia da banda desde então. Eu comecei a gostar dessa pegada mais Pop do Folk no último ano, não via essa vertente e suas bandas com bons olhos, mas as bandas nacionais insistem em fazer esse tipo de som, então acabei sendo vencido pelo cansaço. Não é fácil apontar os destaques desse álbum, são muitos: a maravilhosa voz do Mike; todas as composições; as faixas "Coisa de casa""Zade", "O que dizer de você" e "Poema de lágrimas"; a ótima participação da Sandy em "Ai de mim"; e a versão de "Dona Cila", originalmente lançada pela Maria Gadú. Sendo bem sincero, "OutroEu" não tem defeito, só indiquei aqueles que mais se destacaram dos demais. "OutroEu" é o início de uma carreira que promete ser muito promissora.

Wotson
O Chris Bergson não é um novato na cena Blues, "Bitter Midnight" é seu sexto álbum de estúdio. O cara é mais um em uma longa lista de guitarristas extremamente competentes que não alcançaram, ainda, um grande público. "Bitter Midnight" não foca em apenas uma vertente do Blues e é aí que reside seu diferencial. Bergson traz todas as suas influências para o álbum e eu amo isso, álbuns padronizados me cansam rápido, algo que não aconteceu com esse álbum. Em certo momento pensei que as canções eram covers, são boas demais para terem sido compostas por um músico desconhecido, mas me enganei, todas são autorais. O Chris Bergson pode nunca ser um músico famoso, mas o cara vai deixar uma discografia de respeito como legado.

Wotson
O John Moreland é conhecido por ser um compositor brutalmente honesto e seus álbuns sempre focaram muito no conteúdo lirico. "Big Bad Luv" mantém a tradição e é, sem dúvidas, o melhor álbum do John Moreland até aqui. Meu inglês não é dos melhores, então nem sempre entendo o que as músicas querem dizer, quais mensagens elas querem passar, mas isso não é um problema quando escuto músicos como o John Moreland. Ao escutar suas canções, é possível compreender os sentimentos em cada palavra que ele canta, poucos tem esse dom e pouquíssimos são tao bons quanto o John Moreland. Quando o John Moreland se tornou mais popular e seus fãs emprestavam seus álbuns para algum amigo, dizem por aí que eles falavam: "É linda...mas tão triste." Essa é a marca registrada do John Moreland e tenho dúvidas se a voz dele consegue soar alegre. Para encerrar, a última faixa do álbum, "Latchkey Kid", tem uma frase que resume esse álbum e a carreira do John Moreland: "I don't feel the need to prove myself no more"


Wotson
Essas uniões nunca podem dar errado! Somos privilegiados em poder apreciar esse álbum delirante com o frescor do lançamento e participar de um momento da história que será lembrado lá na frente com certa nostalgia. O veterano do Blues Taj Mahal, aquele que muitos puristas adoram chamar de bluesman, com sua voz invejável, juntou-se a Keb Mo', dos caras mais admiráveis surgido nos últimos 40 anos na cena do Blues. A atmosfera de "TajMo" é pura vigem no tempo, aquelas que apenas o Blues é capaz de nos proporcionar. "Diving Duck Blues" nos leva àquelas terras empoeiradas do Mississipi, sentado numa cadeira de balanço na varanda de um velho casebre campestre, de estilo vitoriano da época da Secessão. Com certeza passará um filme em nossa cabeça ao ouvir esse lindo Blues acústico. O cenário do Sul é tão espetacular que eles mesmo dizem em "Don't Leave Me Here" para não deixá-los em Chicago, quando estiverem no Mississipi, quando o céu do Delta estiver doce e claro. Particularmente meu coração balança quando ouço esses Blues sulistas, logo me vejo num velho Cadillac vermelho rasgando as infinitas highways americanas. Se não tivéssemos a possibilidade de ouvir essas gravações, com certeza perderíamos ótimas vibrações, que como disse, graças aos registros históricos, poderemos carregar em nossas mãos por muito tempo.

Wotson
Conheço o Anderson Camelo desde 2013 e venho acompanhando a evolução do seu som e o cara não para de melhorar. Ao contrário de "Slide Groove" - o Anderson não se preocupou muito em seguir um estilo, ele simplesmente deixou as coisas fluírem sem limitações - "In the Wrong Side of the River" tem uma pegada mais Blues e investe pesado nos slides, que como disse o Derek Trucks"pode soar como a voz da mulher mais bonita ou como alguém esfolando um gato!""In the Wrong Side of the River" é um show de 13 minutos da voz da mulher mais bonita! Em "Swamp Strings" o Anderson mostra toda a sua habilidade no violão de 12 cordas e dá uma aula de slide. O mais impressionante é que esse álbum foi 99% gravado na casa do Anderson e ele utilizou iPad3 e um microfone Tascam, só os vocais de "Sick Of It All" foi gravado em estúdio. O Anderson Camelo a anos é um dos meus músicos preferidos da cena Blues do Ceará, mas sempre senti falta de mais lançamentos, algo que parece estar chegando ao fim. Liga o repeat e se divirta!

Wotson
Na Phantom Powers, o Tio Vico (bateria e vocal) e o Ray Z (guitarra) fazem uma mistura muita boa de Blues, Surf Music, Psychobilly, Punk e muitas influências das clássicas trilhas dos filmes Western Spaghetti. Pode parecer impossível unir todos esses estilos em uma única música, mas os gaúchos da Phantom Powers conseguiram. O EP "Knock Knock" contém quatro e é uma pequena amostra do vasto repertório de canções do duo. Mesmo com tantas influências, algumas sem nenhuma conexão, Vico e Ray conseguiram criar ótimas canções.

Wotson
Em quase 7 anos de site aprendi duas coisas: (i) a Rebel Son irá lançar um álbum esse ano e (ii) não irei ficar decepcionado com qualquer coisa que eles lancem. Testo isso todos os anos e nunca deu errado. O ano de 2017 chegou e "Railroad" veio junto. A faixa-título não é inédita, foi lançada em "Manwhore" (2016). Se você já escutou "Big Balls in Cowtown" alguma vez na vida, vai se identificar rápido com "Plowtown", que mantém a base da canção tradicional e muda muito as letras. "Ghost Train" é uma autoral inédita e é o tipo de música que todos os fãs da banda são obrigados a gostar. "The Train That Carried My Girl from Town" é mais uma faixa tradicional com uma letra a lá Rebel Son. Você sabe que "The Legend of the Late Night Locomotive" é uma faixa da Rebel Son desde os primeiros segundos, os caras criaram um som inconfundível.  "Man of Constant Sorrow" é outra faixa tradicional gravada pela banda. De todas as gravadas em "Railroad", essa foi a que teve menos alterações na letra, trocaram Kentucky por Carolina, uma palavra aqui e outra ali, mas nada que desvirtuasse esse clássico. "Runnin' a Train" é outra autoral que qualquer fã de Country Music irá gostar. A Rebel Son manteve a tradição, lançou um álbum, não me decepcionou e continua sendo uma das melhores bandas Country da atualidade.


Wotson
"Triplicate" é um álbum triplo, feito para ser apreciado em uma outra esfera. Eles estão divididos com 10 músicas cada um, duração que era exigido para se caber nos LPs, ou seja, é um álbum feito para se ouvir em vinil. São interpretações profundas e únicas. Bob Dylan nem ousa parecer ou fazer o que as grandes vozes americanas, como Frank Sinatra, Tony Bennet já fizeram com essas canções, nem com as releituras, que se tornaram populares nos últimos tempos como as Rod Stewart, Willie Nelson, Annie Lennox, Paul McCartney entre tantos outros. As gravações foram feitas no icônico Capitol Studio em Los Angeles com sua banda de turnê formada pelos guitarristas Charlie Sexton e Dean Parks, o baixista Tony Garnier, o baterista George Recile e no steel guitar Donnie Herron. Mas não deve ser surpresa para ninguém Bob Dylan desbravar sua carreira nesse estilo musical, seus álbuns "Love And Theft" (2001) e "Modern Times" (2006), apesar de autorais, traziam algumas "releituras" quase plagiadas, que nos remontam aos anos 30 e 40, como no caso de "Bye And Bye" que nada mais é do que "Having Myself a Time" famosa na interpretação de Billie Holiday, ou "Beyound The Horizon", que também pode ser interpretada como "Red Sails in the Sunset", cantada por Nat King Cole, apenas com letras diferentes. 
Wotson
Indo na contramão da cena Folk nacional, os paulistas da Folk Como Ocê Gosta estão apostando no Folk raiz ou como as pessoas estão chamando aqui, Folk caipira. A instrumentação das faixas de "Os Punks Viraram Hippies" é simples mas precisa e o destaque do curto EP são as composições. A faixa-título expressa a visão de mundo da banda, um pouco diferente da minha em alguns pontos, mas nada que tire o brilho da bela composição e do refrão pegajoso. "Ontem" é a faixa romântica e a que mais gostei do EP. Como a Maísa do Folkdaworld disse, é impossível escutar essa faixa e não ficar batendo o pé no chão. "Colheita" é mais reflexiva e me fez pensar no imediatismo da geração. A Folk Como Ocê Gosta é mais um ótima adição a essa cena Folk que investe no autoral.

Wotson
A cena Blues Rock é mesmo muito rica e repleta de ótimas bandas totalmente desconhecidas do grande público do Blues (se é que isso existe), o trio Billy D & The Hoodoos é uma dessas bandas escondidas por aí. "Overnight Success" é o segundo álbum da banda está repleto de ótimos momentos, destaque para a balada "Love Me Forever", um lamento por um amor que está escorregando para longe, desejando só mais um momento: "Você não tem que me amar para sempre, apenas me ame agora." "Overnight Success" não é um álbum espetacular, mas irá agradar até o mais exigente fã de Blues. Deem uma chance para essa banda.
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