Escutem Shame da Rachel Baiman


Eu tenho certeza que você não faz ideia de quem seja a Rachel Baiman, mas se você acompanha o Southern Rock Brasil e suas postagens, já deve ter lido algo sobre a 10 String Symphony, um dos duos mais sensacionais que conheci nos últimos anos. A Rachel fundou esse duo em 2012 com o Christian Sedelmyer e agora decidiu iniciar sua carreira solo.

Assim como muitos álbuns lançados em 2017, "Shame" é uma crítica ao momento em que vivemos e e aborda temas bem polêmicos como aborto, religião, amor, sexo, abuso nos relacionamentos e política, mas ao contrário da maioria dos álbuns que abordam esses assuntos, "Shame" tem uma atmosfera leve, menos tóxica, graças ao seu som, que é baseado em instrumentos acústicos e gravita pelo Folk, Bluegrass e Country.

"Eu acho difícil escapar dos valores com os quais cresci, e me sinto obrigado a escrever politicamente, a falar sobre coisas que experimentei ou vi. Compor é uma oportunidade única para fazer isso, porque aproveita um veículo mais emocional para discussão. Eu amo a tradição política da música folk, de Woody Guthrie a Tupac, e minha esperança é que esse registro acrescente outra voz para ele," disse Baiman. Ela tem uma opinião política antagônica a minha em diversos pontos, mas isso não é motivo para não gostar da sua música que ela faz com tanta dedicação, se fosse, estaria limitado a músicas instrumentais.

A estreia da Rachel Baiman, além das composições, não traz nada de novo ao que ela já tinha feito com a 10 String Symphony, mas ainda é uma grande estreia.

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