Melhores álbuns que escutei em abril de 2017


Como faço todos os meses, vamos a mais uma lista com os melhores álbuns que escutei no último mês. Os álbuns que escuto, na maioria das vezes, não foram lançados no mês que escuto, não consigo escutar todos os álbuns lançados no mês ou conheço o álbum bem depois dele ter sido lançado. As minhas listas sempre são compostas, em sua maioria, por lançamentos de bandas pouco conhecidas, mas sempre tento trazer alguns nomes mais conhecidos do grande público.


Melhores faixas que escutei em janeiro: "Only Sons" (The Wild Reeds), "Not Too Loud" (Jason Eady), "West Coast Town" (Chris Shiflett), "Bougainvillea, I Think" (Sam Outlaw), "Hurt So Good" (Mipso), "Gold All Over the Ground" e "The Morning Song" (Drew Holcomb & The Neighbors).


Wotson
Para mim, "Coming Down the Mountain" é o álbum com mais influências Country, não que isso não fosse visível nos seus primeiros álbuns, mas aqui essas influências aparecem com mais frequência e destaque, vide a faixa-título, "Hurt So Good" e "Monterey County", três faixas impecáveis. O som da banda ainda é melhor classificado como Americana, o Bluegrass e Folk ainda influenciam muito a banda, mas foram as faixas mais Country que me enlouqueceram. É comum vermos uma banda lançar um grande álbum de estreia e não conseguir repetir a qualidade nos próximos álbuns, mas a Mipso é um exceção a essa regra. Desde a sua estreia em 2013 com "Dark Holler Pop", passando por "Old Time Reverie" em 2015 e agora com "Coming Down the Mountain", a Mipso ainda não sabe o que é lançar um álbum mediano. Que continue assim.


Wotson
Em "Old Timer", Nelson canta sobre um velho olhando para trás em seus dias mais selvagens; "It Gets Easier" lida com a passagem do tempo e seu impacto nos relacionamentos e nossa própria psique; "A Woman's Love" é uma típica balada do Willie Nelson; "Still Not Dead" é irônica e fala das muitas vezes que ele acordou e descobriu que tinha morrido; A faixa-título, que conta com a participação do Leon Russell, Tony Joe White e Jamey Johnson, é mais temperamental e sombria; e o Willie não iria perder a chance de cutucar o Trump e fez isso muito bem em "Delete and Fast Forward". Se você é um grande músico, não importa sua idade, você ainda será brilhante. Em "God's Problem Child" o Willie Nelson, aos 84 anos, ainda é brilhante e consegue como poucos encantar seus fãs, dos mais velhos ao mais novos.

Wotson
O Jason Eady é um daqueles músicos que não soariam ruins nem se quisessem muito. Mas não se engane, ele nem sempre foi essa maravilha de vocalista e compositor, seu som evoluiu álbum a álbum. "Jason Eady" é simples, a instrumentação do álbum é baseada no violão e na belíssima voz do Jason, vez ou outra aparece um pedal steel, uma guitarra e um violino, as letras são fantásticas, a voz dele é impecável e não existe uma música ruim! Este é um daqueles álbuns que se destacam logo na primeira audição e só vai melhorando a cada vez que você aperta o play. Não deixem de escutar esse álbum, tenho certeza que vocês não irão desperdiçar seu precioso tempo.

Wotson
Eu sei que é chover no molhado ficar elogiando as habilidades do Rodney como compositor, mas é impossível não "babar ovo" em suas composições. O álbum é repleto de histórias vividas pelo compositor ao longo de quase cinco décadas de dedicação a Country Music. Algumas letras são mais íntimas, outras mais confessionais, algumas falam sobre corações partidos e tem as nostalgicas, vide "Nashville 1972", que fecha o álbum em grande estilo. "Nashville 1972" não deveria estar em "Close Ties", a canção pinta uma imagem do mundo que Crowell encontrou depois de chegar em Nashville e se envolver com a florescente cena "Alternative Country" no início dos anos 1970, com nomes como Guy Clark, Vince Gill e Steve Earle. "Close Ties" é só mais um álbum de altíssima qualidade de um dos melhores cantores e compositores da sua geração. Um dos melhores da sua longa carreira.

Wotson
O quinteto beira a perfeição em "Southern Avenue" e fazem uma mistura empolgante de Blues, R&B, Soul e Gospel. Os músicos são jovens, mas experientes, e souberam unir com perfeição suas diferentes influências musicais e pessoais nesse debut. Apesar da banda como um todo ser muito competente, é difícil não destacar o guitarrista israelense Ori Naftaly e, principalmente as irmãs Tierinii e Tikyra Jackson, respectivamente, uma sensacional vocalista que arrasa em todas as canções do álbum  e uma baterista poderosa e sutil. Estou viciado nesse álbum, na voz da Tierinii e em cada uma das dez músicas. Faça um favor para você mesmo, escute esse álbum.

Wotson
O Chris Shiflett não é um grande vocalista, mas também não compromete o trabalho, sendo preciso e sincero em cada canção. O grande destaque do álbum é a produção e a instrumentação. O Chris não poupou e investiu no que existe de melhor. O produtor escolhido foi o Dave Cobb (Chris Stapleton, Sturgill Simpson e Jason Isbell) e os músicos de estúdio foram o Robby Turner (Waylon Jennings, Willie Nelson) no pedal steel, Chris Powell (Jamey Johnson) na bateria, o baixista Adam Garner e o tecladista Michael Webb (Whiskey Myers, A Thousand Horses). "West Coast Town" é muito sólido e seus destaques são "Sticks & Stones""West Coast Town", "I'm Still Drunk" e "Goodnight Little Rock"

Wotson
Eu admiro pessoas como o Sam, que trabalhou por anos para financiar seu sonho - ele era publicitário em Los Angeles - e largou tudo aos 32 anos para se dedicar a sua paixão, poucos tem essa coragem. Muitos dizem que ele carece de autenticidade, que um cara criado em Los Angeles não sabe o que é Country, que ele não deve usar um chapéu de cowboy e que ele não tem nada de Outlaw - a maioria nem sabe que esse era o sobrenome de solteira da mãe dele - mas isso não importa para mim, é difícil ser autêntico hoje em dia, poucos músicos vivem aquilo que cantam, eu ligo para o som que sai pelos meus fones de ouvido. Acho que posso afirmar que "Tenderheart" é mais suave que "Angeleno", aclamada estréia do músico, é repleto de baladas, tem algumas pitadas de Rock - alguns fãs e críticos não gostaram disso - mas ainda é um álbum Country, muito Country.  Com esse novo álbum, o Sam Outlaw mostrou que está buscando seu próprio som, está sendo honesto consigo mesmo. Torço para que ele continue nessa pegada, que não ligue para os fãs e críticos do Country que não curtem seu trabalho. É impossível agradar gregos e troianos.

Wotson
"Souvenir" não é perfeito como seu antecessor, só está um pouco abaixo. A única coisa que me incomodou nesse álbum foi a batida eletrônica em "New Year", não consigo me identificar com esse tipo de som, nem quando ele é feito por um dos músicos mais geniais da atualidade. Fora isso, o álbum é uma mescla de Folk, Country e Blues de tirar o fôlego, melodias cativantes e letras que te conectam a memórias que você nunca teve. Outro álbum de tirar o fôlego do Drew Holcomb and The Neighbors.

Wotson
Eu me considero um profundo conhecedor das cenas Folk, Country e Blues do Brasil, mas vez ou outra deixo passar algo e esse algo é sempre de muita qualidade. Para minha sorte, o Spotify existe para salvar a minha vida e recomendou essa semana o álbum "XIII" dos curitibanos da Watch Out for the Hounds. O Folk da banda não é dos mais comuns, eles pegam o Folk cigano e misturam com o americano e o Blues, além de ter alguns toques de Jazz. O som da banda é contagiante e sem padrão, sem limites para a criatividade, algo que adoro e estimulo.  Só uma coisa me incomodou no começo, a troca de idiomas no meio das faixas. Essa troca acontece nas faixas "Guia para o perdido" e "Cidade do meio", não que isso seja ruim, mas no começo achei estranho, fiquei confuso, mas com o tempo fui me acostumando e acabou se tornando um diferencial.

Wotson
A Shinyribs nasceu em 2007 em Austin quando o Kevin Russel, guitarrista da Gourds estava precisando fazer uns shows a mais para ganhar um dinheiro extra para pagar um carro que ele tinha comprado para sua família. Essa necessidade criou uma saída criativa para o músico e a Shinyribs não parou mais de expandir as fronteiras do seu som. "I Got Your Medicine" é uma gostosa mistura de Soul, Country, Blues, Rock e Pop, transportando os ouvintes lá para os anos 60 e 70. Esse é o tipo de álbum que deixa o ouvinte feliz quando ele acaba. A qualidade das músicas, letras e ritmo, é absurda. Que a Shinyribs lance mais álbuns assim.

Wotson
Guy Davis está entre os mais renomados cantores do Blues da nova geração que surgiu para dar um novo fôlego ao gênero a partir da década de 90. Para o seu novo projeto, Davis se juntou com o gaitista italiano Fabrizio Poggi, que tem também uma carreira tão longa quando a de Davis, no entanto não dispõe de tanta inserção no cenário mundial. "Sonny & Brownie's Last Train", ouso dizer que só dá tão certo porque Guy Davis e Fabrizio Poggi gravam essas músicas de forma primitiva, crua, e, portanto, poderosa, da mesma forma que Sonny e Brownie fizeram no seu tempo. Até porque, segundo o próprio Guy, Brownie e Terry foram dois músicos cujo trabalho nunca será superado, muito menos melhorado. Guy encarna o papel de Brownie, enquanto Fabrizio se encarrega de representar a gaita de Sonny, o que não é uma tarefa nada fácil. O resultado do trabalho de Fabrizio sem dúvida é um dos pontos mais fortes do disco.  Pois bem, estamos em 2017. Nada mais vai alcançar a genialidade das gravações de Sonny Terry e Brownie McGhee do que esse projeto de Guy Davis e Fabrizio Poggi. O fato de ser um tributo sincero faz com que o álbum atinja todos os seus objetivos. É um álbum honesto, empolgante, histórico e apaixonante.


Wotson
O bluesman Ari Frello está de volta com "Take One", novo álbum do seu projeto Ari Frello One Man Band, onde ele faz tudo, algo que acho sensacional. O Ari Frello não é um novato no mundo da música, está na estrada desde 2008 e esse é seu quarto álbum de estúdio. Ao contrário de muitos músicos nacionais, o Ari está tentando fazer diferente, ele investe pesado na sua imagem e tudo o que faz é de uma qualidade absurda. "Take One" é composto por seis clássicos do Blues que o Ari toca em seus shows, todos interpretados no estilo do músico. Destaques para a versão de "61 Highway Blues", clássico do Delta Blues na voz do Mississippi Fred McDowell, "Poor Boy, Long Ways From Home" do Mississippi John Hurt e "Nobody's Fault but Mine" do Blind Willie Johnson (O Led Zeppelin lançou uma adaptação dessa faixa em 1976 e é um dos seus casos de plágio mais descarados e famosos). O Ari Frello é um dos músicos brasileiros que mais respeito, o cara é bom no que faz e merece mais atenção dos fãs de Blues de Pindorama.

Wotson
A The Mavericks ficou quase dez anos sem lançar nada de inédito. O retorno aconteceu em 2013 e de lá para á lançaram "In Time" e "Mono", álbuns que ampliaram os já extensos horizontes da banda. Eu costumo chamar a The Mavericks de a "banda mais anti-mainstream que conheço". O som da banda não se encaixa com nenhum dos modelos vigentes de sucesso, mas isso não impede eles de fazerem sucesso e serem aclamados pela crítica. Nenhuma banda da atualidade consegue misturar Country, Pop e ritmos latinos como Raul Malo e cia. Não é de hoje que a The Mavericks faz esse tipo de som, mas parece que a cada álbum eles conseguem refinar mais sua sonoridade, está cada dia melhor. Como li em um review por aí, "se você não se diverte ouvindo 'Brand New Day', então você pode considerar a possibilidade de você não sabe como se divertir."

Wotson
"Natural" é  segundo álbum de estúdio da argentina Jes Condado, que reside atualmente no Brasil. O álbum é uma mescla de Soul e Blues, as principais influências da cantora, mas fiquei impressionado com a faixa "So Many Things", que começa com um solo de banjo e tem uma forte presença do lap steel, e ao contrário das demais, é uma música Country. Aos poucos a Jes Condado está consolidando seu nome na cena nacional e "Natural" é um grande passo para essa consolidação.

Wotson
Juntando participações especiais, o álbum "Blues For Gary" remonta as melhores peças de Gary Moore num compilado gostoso de ouvir no início ao fim. É definitivamente, aquele saudoso prato cheio das melhores Blues ballads que Gary Moore fazia. O disco já começa arrasador, numa sequência de "The Prophet""The Messiah Will Come Again" e "Blues for Narada". Feche os olhos nessas canções e veja Gary Moore com seu dedilhado veloz nas escalas da guitarra e caretas à cada bend e vibrato tocado. A faixa "Intro" destaca a canção "Separate Ways". Ben Poole empresta sua voz na balada "Where Did We Go Wrong". As baladas seguem com o solos marcantes em todo o restante do disco, incluindo "Jumping At Shadows""Johnny Boy" e "Parisienne Walkways".  Sem delongas, não trata-se de uma cópia barata de covers do Gary Moore, Freischlader o faz de forma competente. Recomendadíssimo pra todo fã de Blues e principalmente, para aqueles que, assim como eu, é fã de Gary Moore!

Wotson
É impossível não politizar um álbum que nos dias de hoje leve o nome de "Migration Blues". Eis o novo álbum do cantor e compositor Eric Bibb, que lança o novo disco em meio ao governo turbulento e xenófobo do novo presidente norte-americano, Donald Trump, com propostas cada vez mais mirabolantes para tratar da questão da imigração no país anglo-saxão. O próprio Bibb não poderia deixar sua posição passar de forma indireta. Dessa forma, ele mesmo afirma que "Migration Blues" é seu álbum mais politizado até hoje. É um trabalho que as mentes facilmente suscetíveis a frases de efeito e pensamentos rasos colocariam uma etiqueta: "politicamente correto". "Migration Blues" é rico musicalmente, socialmente e politicamente. É, enfim, um grande registro de uma época confusa e tensa, que, no futuro, se constituirá num ótimo disco-manifesto dessa época.

Wotson
Sim, a Wild Reeds é uma banda indie, mas quem disse que indie é sinônimo de banda ruim? Na ativa desde 2010, a banda formada pela Sharon Silva, Kinsey Lee e Mackenzie Howe toca um Indie Folk de extremo bom gosto. A base do som da banda é o constante revezamento das três vocalistas, algo bem comum nos dias atuais, mas elas fazem melhor que a maioria. "Quando todas estamos cantando juntas, realmente nos tornamos uma única voz", disse Howe. Essa harmonia é perceptível em qualquer uma das doze faixas do álbum. Cada uma tem uma preferência musical diferente, a Mackenzie tem uma pegada mais Rock e expressou esse lado em "Only Songs"; a Kinsey mostrou suas influências Folk em "Fall To Sleep"; e a Sharon é o meio termo das outras duas, é só escutar "Capable". O som da Wild Reeds foi forjado respeitando essas diferenças e o resultado é "The World We Built", um álbum maravilhoso.

Wotson
O disco de estreia de um artista tem que vir com alguns elementos que forneçam dicas sobre o que o ouvinte pode esperar. O título e a capa são aspectos importantíssimos para esse fim. É o que acontece, por exemplo, com o disco "Quit the Women for the Blues", do jovem estreante Vin Mott, de New Jersey. A capa é simples e mostra Mott em plena ação tocando gaita, enquanto o título do disco sugere que tenha muito, muito blues. E melhor, harmonica blues. Pois bem, é isso o que Vin Mott faz, inspirado pelos mestres tais como James Cotton, Little Water e pegando a tradição de Chicago blues de Muddy Waters, em cada uma das dez faixas do disco. Outra coisa que chama atenção e confere muito crédito a Mott e sua banda é que todas as dez faixas são originais e autorais. Seja utilizando o humor, o desejo sexual, a exaustão física, a raiva ou o ímpeto festeiro, "Quit The Women For the Blues" é um ótimo disco autêntico de blues. Não é qualquer um que estreia com um álbum totalmente com músicas autorais, principalmente no blues, um gênero que é tão comum ver regravações atrás de regravações. É rejuvenescedor, sem dúvida. Vale muito a pena ficar de olho nos seus próximos passos.

Wotson
Assim como muitos dos fãs da dupla, eu fui enganado pelo título e capa. Eu criei uma falsa impressão de que o álbum iria focar no patriotismo, mas passou longe disso, "Unsung Heroes" e "America, We Love You", são as canções que mais exalam patriotismo, mas nada exacerbado. Os temas são bem variados, mas a religiosidade ainda é o foco de suas canções. O Dailey e o Vincent se dão muito bem, não só pessoalmente, suas vozes e instrumentos parecem ter nascido um para o outro. Eles nunca lançaram um álbum mediano e "Patriots and Poets" não será a exceção. O álbum é impressionante, não tem descartáveis, e olha que esse é um álbum longo, quase uma hora de duração, mas não é nem um pouco cansativo. "Patriots and Poets" tem grandes harmonias, vocais maravilhosos (o tenor do Dailey é fantástico), músicos virtuosos e letras inspiradoras, tudo o que um fã de Bluegrass gosta. Dailey & Vincent é um dos duos de Bluegrass mais celebrados da atualidade e se continuarem nessa pegada, serão celebrados por muitos anos.

Wotson
De um lado, John Primer, um renomado guitarrista no meio do Blues que carrega a honra de ter integrado a última banda do lendário Muddy Watters, pouco antes da morte deste, em 1983. Do outro lado, Bob Corritore, um dos grandes gaitistas da atualidade. O disco ainda conta com a presença do pianista de Blues Barrelhouse Chuck em sete faixas, que infelizmente nos deixou no ano passado, aos 58 anos, e ainda com Henry Gary, pianista de Howlin' Wolf, aos incríveis 91 anos, tocando nas três outras faixas. O guitarrista Big Jon Atkinson, com quem Corritore lançou um disco no ano passado, "House Party At Big Jon's", também toca em três músicas. A experiência de John Primer mesclada com a técnica e o vigor de Bob Corritore, contando ainda com uma ótima banda de músicos, faz com que "Ain't Nothing You Can Do" seja um dos melhores discos de blues puro e tradicional lançados no ano.

Wotson
Apesar de ser um banjoísta muito elogiado por seus pares, o Danny Barnes ainda, na minha opinião, não é reconhecido como merece. O Danny é extremamente habilidoso, dá gosto de escutar suas faixas instrumentais. Poucos músicos conseguem me prender por tanto tempo em músicas instrumentais como ele, cada faixa é diferente, é impossível enjoar de suas canções. "Stove Up" é um álbum longo para os padrões do Bluegrass, tem 17 canções e 48 minutos de duração, mas não é cansativo, o Danny sabe como poucos criar músicas instrumentais que atraem a atenção do ouvinte. "Stove Up" é só mais um ótimo álbum de Bluesgrass lançado em 2017!
Menções honrosas: 

Arthur Matos - "Ao vivo no Estúdio Showlivre"
Mustache e Os Apaches - "Ao vivo no Estúdio Showlivre"
Old Crow Medicine Show - "Best Of"
Selvagens à Procura de Lei - "Ao vivo no Estúdio Showlivre"
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