Livro com poemas escritos pelo Johnny Cash é lançado nos EUA


O Johnny Cash se tornou um ícone no mundo da música desde suas primeiras gravações em 1955. Em "Forever Words: The Unknown Poems", coleção de poemas e letras de canções que nunca foram publicadas antes, olhamos o mundo através dos seus olhos e vemos o seu reflexo sobre a sua própria realidade interior, as suas fragilidades e as suas forças. Ele escreve versos sobre amor, dor, liberdade e mortalidade, e expressa idéias sobre a cultura, sua família, sua fama, e até sobre o Natal. "Forever Words" é a confirmação de tudo aquilo que já sabemos sobre o Johnny Cash, que ele é uma brilhante e singular figura literária americana. Sua música faz parte de nossa história coletiva, e aqui a profundidade de sua arte e talento se tornam ainda mais evidentes.

"Forever Words: The Unknown Poems", livro publicado nos Estados Unidos em novembro de 2016, reúne 41 poemas inéditos, todos encontrados depois da morte do músico, em 2003. O mais antigo dos textos data de 1944, quando Cash tinha 12 anos de idade. A antologia, compilada pelo poeta Paul Muldoon, também traz "Forever", um poema escrito pelo cantor e compositor logo antes de sua morte. Além dos poemas em si, a publicação traz reproduções da escrita à mão do artista.


"Eu gostaria que as pessoas tivessem uma compreensão maior do meu pai, indo além do ícone, do 'man in black'", afirmou John Carter Cash, filho do músico, ao New York Times. "Acho que este livro vai proporcionar isso." Por enquanto, "Forever Words" está disponível apenas em inglês, nos Estados Unidos – e pode ser comprado aqui.

Leiam o poema "Don't Make a Movie About Me":

If anybody made a movie out of my life
I wouldn't like it, but I'd watch it twice
If they halfway tried to do it right
There'd be forty screen writers workin' day and nite
They'd need a research team from Uncle Sam
And go from David Allen Coe to Billy Graham
It would run ten days in the final cut
And that would mean leaving out the gossip smut
And I do request for my children's sake
Don't ever let 'em do a new re-make
The thing I'm sayin' is, don't you see,
Don't make a movie 'bout me
Even for T.V.
Don't make a movie 'bout me

Don't let 'em drag old Hickory Lake
For my telephones and bottles and roller skates
Down forty feet in the Cumberland mud
There's a rusty old gun that once shed blood
Out a hundred yards from my lakeside house
Weighted down with a rock is a skirt and blouse
A dozen pair of boots that made a dozen corns
Trombones, trumpets, harmonicas and horns
And the tapes that I threw from the lakeside door
Silverstein, and Kristofferson from years before
Everything has a story that should be let be
So don't make a movie 'bout me

If they're hot on a book called Man in Black
Tell 'em I've got the rights and won't give back
If you don't know my tune you can't get it right
I don't talk about me in Man in White
Truth, said the Master, cannot be hid
But he didn't say slap it in the face of my kids.
A stone is a stone and forever a stone
But I'm part good and bad and then I'm gone
There is no sin cleaner than the dirtiest
So there's a lot about me that I don't want missed
If it's days or years or whatever will be
Don't make a movie 'bout me

Aw, I might as well face it cause they will some day
So while I can I've got a thing to say
I don't know anybody that I said I don't know
And there ain't anybody anywhere I owe
The I.R.S. gets the lion's share
And what is left goes to my own named heirs
Don't let 'em make it in Hollywood
If they must, tell 'em Arkansas is where they should
Here's a hex on whoever makes it be,
So don't make a movie 'bout me
For Love or Monee
Don't make a movie 'bout me
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