James Cotton, lendário gaitista, morre aos 81


Nascido em 1 de julho de 1935 em uma plantação de algodão do Mississippi, James Henry Cotton começou a tocar gaita aos nove anos. Quando adolescente, seu mentor foi a lenda Sonny Boy Williamson II, fez turnês com Howlin' Wolf e gravou seus primeiros registros em 1953 no lendário estúdio Sun Records.

Cotton começou a trabalhar com a Muddy Waters Band por volta de 1955. Ele tocou músicas como "Got My Mojo Working" e "She's Nineteen Years Old", embora ele não tocou nas gravações originais. Little Walter, gaitista de longa data, tocou na maioria das sessões de gravação da Waters nos anos 50. A primeira sessão de gravação do Cotton com Waters ocorreu em junho de 1957, e alternou com as sessões de gravação de Little Walter e Waters até o final da década.

Cotton formou a James Cotton Band em 1966 e chegou a fazer turnês ao lado da Janis Joplin, The Grateful Dead e Led Zeppelin. Durante a década de 1970, ele lançou três álbuns pela Buddah e um pela Capitol. Ele voltou a trabalhar com o Muddy Waters para uma série de álbuns pelo Johnny Winter, começando com o clássico dos clássicos "Hard Again" de 1977.

Cotton assinou com Alligator Records em 1984, lançando "High Compression" e "Live From Chicago, Mr. Superharp Himself!" (que lhe rendeu a primeira de suas quatro indicações ao Grammy). Em 1990, juntou-se a outros mestres de gaita de Chicago para o lançamento de "Harp Attack!". Em 1991, o Smithsonian Institution acrescentou uma de suas gaitas à sua coleção permanente. Cotton ganhou um prêmio Grammy em 1996 com o álbum "Deep In The Blues", e foi introduzido no Blues Hall of Fame em 2006.

Durante a década de 2000, Cotton continuou a gravar e a fazer shows implacavelmente, tocando em clubes, salas de concertos e festivais em todo o mundo. Cotton voltou para a Alligator em 2009 e lançou "Giant", que foi nomeado para o Grammy. O USA Today disse: "Desde 1966, James Cotton leva o som de Chicago para o mundo, e em 'Giant', ele derrama 75 anos de vida naquela gaita e sai um som devastador e poderoso".

Seu último álbum de estúdio foi "Cotton Mouth Man" de 2013, um dos meus álbuns de Blues favoritos dessa década.

Hoje perdemos um dos nomes mais importantes do Blues. Hoje é dia de sentar, beber algo, escutar sua música, seu legado e sentir o Blues.



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