Melhores álbuns que escutei em janeiro de 2016


Como faço todos os meses, vamos a mais uma lista com os melhores álbuns que escutei no último mês. Os álbuns que escuto, na maioria das vezes, não foram lançados no mês que escuto, não consigo escutar todos os álbuns lançados no mês ou conheço o álbum bem depois dele ter sido lançado. As minhas listas sempre são compostas, em sua maioria, por lançamentos de bandas pouco conhecidas, mas sempre tento trazer alguns nomes mais conhecidos do grande público.

Vamos aos álbuns que escutei em agosto.

Siga e escute a playlist "As Melhores Músicas de 2016"


"My Own Best Enemy" me deixou feliz e um pouco decepcionado com o mundo da música muitas vezes. É complicado ver músicos fabricados fazendo sucesso e ver os verdadeiros artistas jogados no canto. O Dan Patterson é um desses casos de bons músicos que nunca são lembrados. Em 2013 disse o seguinte no review de seu debut: "São caras como o Dan Patterson que irei acompanhar no futuro, que irei, ansiosamente, esperar seu próximo lançamento." Minha opinião continua intacta.

Eu conheci a Temperance Movement em 2013, logo após o lançamento do seu álbum de estreia, na época gostei bastante do álbum, mas não me encantei. "White Bear" me foi indicado por um amigo, nem estava esperando esse álbum e, finalmente, acabei sendo fisgado pelo som da banda. Os britânicos tocam um Blues Rock de extrema qualidade, misturando o estilo de Chicago com o Psicodélico, Glam e muitos sintetizadores. Faça como eu, se entregue ao som dessa banda e seja feliz.

The Cactus Blossom é uma banda de Minnesota formada pelos irmãos Jack Torrey e Page Burkum e que estreou no mundo da música com "You're Dreaming". O som da banda é muito próximo ao feito pelo Everly Brothers e seu primeiro álbum foi produzido pelo JD McPherson, um dos destaques da música Roots da atualidade.

A Tedeschi Trucks Band é uma das poucas bandas que sempre fico ansioso para escutar seus novos álbuns e eles sabem como fazer isso. Ano passado lançaram dois singles, "Anyhow" e "Don't Know What It Means", que elevaram a expectativa lá para o Everest. Nos dois primeiros álbuns todos sabíamos do potencial da banda, mas só a Susan e o Derek se destacavam, mas em "Let Me Gey By" a banda, os doze componentes, são o destaque.

A Smooth Hound Smith foi uma das bandas indicadas pelo Spotify. Os membros fazem uma mescla muito interessante de Blues, Folk e Soul. "Sweet Tennessee Honey" é o segundo álbum de estúdio do duo formado pelo Zack Smith e Caitlin Doyle.

O Felipe Grilo foi um dos músicos que tive o prazer de conhecer pelo Folkdaworld, o site que me fez olhar o Folk com bons olhos novamente. "Singular" é o segundo EP do mineiro da cidade de Passos. São só quatro músicas, mas é impossível não se apaixonar pelo trabalho desse cara, principalmente pela impecável "Falsas Memórias".

Existiu uma época em que era fácil diferenciar bandas da linha Alt-Country das que seguem a linha Americana, mas isso está cada dia mais impossível. A Harvest Thieves é uma dessas bandas que está transitando pelas duas vertentes e "Rival" é um debut que irá chamar bastante atenção a banda em 2016.

Ano passado falei demais do Randy Rogers e irei continuar puxando o saco dele, mas desse vez graças ao novo álbum de sua banda, a Randy Rogers Band, que lançou recentemente "Nothing Shines Like Neon", sétimo álbum de estúdio da banda. Eu admito que gerei muitas expectativas, principalmente após o Randy Rogers ter lançado o impecável "Hold My Beer Vol.I" com o Wade Bowen. "Nothing Shines Like Neon" não é o álbum que eu esperava, mas isso não significa que ele seja ruim, só não está no mesmo nível do "projeto paralelo" do vocalista da banda.

"Midwest Heart/Southern Blues" é o debut do Nick Dittmeier and The Sawdusters, mais um nome para abrilhantar essa nova geração de bons músicos Country que estão surgindo. Nesse debut podemos escutar muito Country, mas se ficar bem atento, vai encontrar um pouco de Blues e umas boas pitadas de Southern Rock.

Os cariocas da Corcel Mágico não poderiam começar a carreira melhor, "Primeiro Inverno" não tem a melhor das gravações, mas as letras, principalmente "Estação" e "Coisas simples que aprendi". A banda faz uma ótima mistura de Folk e Bluegrass, mais uma boa banda para a cena nacional.

"And Then There's This..." é um álbum fácil de gostar, na realidade, o Bluegrass é assim. The Grascals iniciou meu ano no Bluegrass, não poderia ter começado melhor. Formada por volta de 2007/8, a The Mighty Boss Cats tem como principal membro o guitarrista e vocalista Richard Townend. Os britânicos lançaram "Bossman", seu quinto álbum de estúdio, fortemente influenciado pelo Texas Blues.

A vocalista e violinista Laurie Lewis já está na estrada a muitas décadas, lançou mais de 20 álbuns, rodou os EUA e continua sendo esquecida por muitos. O Bluegrass tem dessas coisas, existem centenas de músicos competentes esquecidos no limbo da música. Em "The Hazel and Alice Sessions" ela contou com a participação de diversos convidados, sendo a Aoife O'Donovan e a Linda Ronstadt as mais conhecidas.

O Bocephus está de volta com "It's About Time", seu 56° álbum de estúdio. O álbum é uma mescla de relançamentos e músicas inéditas. É sempre maravilhoso escutar esse senhor e ele continua o mesmo, falando sobre política, Deus, armas, seu país e voltou a fazer uma ode aos velhos tempos. Não é um álbum fantástico, nem estava esperando isso, o Hank é um daqueles músicos que não precisam provar mais nada para ninguém.

Eu sempre fico empolgado quando escuto um grande álbum de uma banda da cidade em que moro. Nesse caso, o álbum é "Bring Out Your Dead", a banda a Pesta e a cidade é Belo Horizonte. Esse é o segundo álbum dos mineiros e, sem dúvidas, colocaram eles no grupo de elite das bandas Stoner no país.

O australiano Bill Chambers é pai da cantora Country Kasey Chambers, que já teve alguns de seus álbuns divulgados aqui no SRB.  Nos anos 90, Bill, sua esposa e dois filhos, criaram a Dead Ringer Band, que lançou algumas boas músicas. Ele e sua família são músicos muito respeitados da cena australiana. Apesar de anos de estrada, "Cold Trail" é apenas seu quarto álbum de estúdio e sua sonoridade e uma mescla de Country e Folk.

Os piauienses da B.R 316 lançaram seu primeiro álbum de estúdio, "B.R 316". A banda tem uma pegada influenciada desde o Blues roots até o filho primogênito, o rock, mostrando que nem só de Forró vive o Nordeste.

A Aoife O'Donovan tocou por anos com a banda de Bluegrass progressivo Crooked Still e desde 2013 vem investindo pesado na sua carreira solo. "In The Magic Hour" é uma mistura de Bluegrass e Americana, confirmando o que descobrimos em "Fossils", seu primeiro álbum, ela tem uma das mais belas vozes da atualidade e tem se mostrado uma grande compositora.

A Sierra Hull passou quase cinco anos sem lançar um álbum de inéditas, na verdade, ela não lançou nada nesse período. Ela sempre foi considerada uma prodígio e isso nunca foi considerado um exagero, basta escutar seus dois primeiros álbuns. Tem uma apresentação dela com a Alisson Kraus e o Dan Tyminski na Casa Branca que é sensacional, foi quando conheci o som dela. Em "Weighted Mind" ela está menos virtuosa e se concentrou mais na suas composições e na sua voz, que melhorou bastante nesse período. Mas acima de tudo, ela está melhor que antes.

"Boots and the Ground" é o quinto álbum da carreira do cantor Country independente Frank Foster. Ele nunca esteve nas rádios, mas ainda assim conseguiu criar uma base de fãs muito fiel. Esse é um álbum que qualquer fã de Country Music irá gostar.

Após 10 anos de estrada e diversos projetos, IsmeraRock lançou de seu primeiro disco solo, "Calibre". No total, são doze músicas, influenciadas pelo Rock e Blues. Destaque para as letras, sempre muito críticas.

Os belgas da Blues Chevys lançaram recentemente o EP "Turn It Back". São seis faixas que trazem influências do Blues, Rock e um pouco de Americana. Não consegui muitas informações da banda, mas o som pode agradar quem curte The Fabulous Thunderbirds e JD McPherson.
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