Melhores álbuns que escutei em novembro e dezembro de 2015


Mais dois meses se passaram e aqui estou novamente para mostrar os álbuns que mais gostei, dessa vez dos meses de julho e agosto.

Não se esqueçam de ler as matérias dos álbuns que mais gostei em janeiro/fevereiro, março/abril, maio/junhojulho e agosto e setembro e outubro.

10 String Symphony – Weight of the World

Pra mim é extremamente impossível não gostar de uma banda baseada em dois violinos e duas vozes. Eu não consigo criticar algo assim, tudo nessa levada é facilmente aceito por mim.

Bastardos Country Rock – Two Rivers Songs

Pode não parecer, mas essa banda é BR! Os catarinenses investiram pesado, viajaram para Nashville e gravaram o EP no Studio 23 do Bryan Cumming, durante 4 dias. Na bateria, a banda teve a participação do Steve Holland e no violino, dobro e mandolin, contaram com o Glen Duncan, que já tocou ao lado de caras como Bill Monroe e Earl Scruggs. Um dos melhores nacionais do ano!

Chal - Enlace

Dois anos atrás eu teria descartado esse álbum antes da voz do Chal iniciar na primeira música. Não tem nada melhor do que perder preconceitos, isso abre um leque enorme de possibilidades. O goiano tem um som muito bom, com influências do Rock, Country americano e da música sertaneja de raiz, não essa que nunca se gradua.

Fronteiras Blues – Entre o Céu e o Inferno

Já faz tempo que falo que o Nordeste é o polo do Blues nacional, muitas bandas de qualidade lançaram trabalhos recentemente e muitas irão lançar em breve. A Fronteira Blues é mais uma banda que vem para aumentar meus elogios a cena nordestina.

Hellbound Glory - The Black Mass

A banda acabou, o Leon Virgil iniciou uma carreira solo, não deu certo e a banda voltou. A Hellbound Glory é o Leon, mas ele sem o nome Hellbound Glory nunca vingará e ele percebeu isso rápido. Eu não escondo minha paixão por tudo que é lançado por essa banda, e não poderia ser diferente agora. Hellbound Glory sempre estará no topo.

Hot Buttered Rum – The Kite & The Key, Part 1

Para mim, Progressive Bluegrass consegue ser mais lindo que o Bluegrass tradicional. Nesse estilo eu tenho a possibilidade de escutar banjo e violino por longos minutos. E poucas bandas sabem tocar esse estilo tão bem quando a Hot Buttered Rum.

Jake Worthington - Jake Worthington

Poucas se lembram dele, mas eu acompanhei esse garoto desde o início na 6° temporada de The Voice (ele apareceu anos antes no mesmo programa, foi elogiado, mas não seguiu em frente), mesmo tendo como técnico o escroto do Blake Shelton, torci para ele. No fim, ele não ganhou, mas vi surgir um grande cantor Country. Que voz tem esse cara!

Punch Brothers – The Phosphorescent Blues

Eis uma banda realmente talentosa que consegue mesclar bem o Bluegrass com o Clássico e tornar o som acessível a qualquer um. Os caras não me decepcionam a anos, ainda não escutei nada ruim deles e espero manter essa sina.

Red Shahan - Men and Coyotes

Esse cara só conheci por causa do Wade Bowen, que indicou esse álbum no Instagram. Como o álbum do Wade com o Randy Rogers é o melhor que escutei em 2015, sabia que não ia me decepcionar ao escutar esse álbum e acertei. Para resumir, o cara é do Texas. Espero que entendam.

Rob Ickes & Trey Hensley - Before the Sun Goes Down

É o que eu digo, não importa como o artista toca Bluegrass, se for Bluegrass está bom. Ao contrário de Hot Buttered Rum, o Rob Ickes (ex-Blue Highway) e o Trey Hensley (o menino que aos 11 anos subiu ao palco do Grand Ole Opry e tocou com Marty Stuart e Earl Scruggs) são dois tradicionalistas, um experiente e outro evoluindo de forma absurda. Esse é sem dúvidas um dos melhores álbuns de Bluegrass lançados em 2015, não é o melhor por causa do que vem a seguir.

Steve Martin & Edie Brickell – So Familiar

Nunca fui um grande fã do Steve Martin ator, mas o Steve Martin músico é sensacional e não tem como não ser fã desse cara. Esse é seu quarto álbum desde 2009, ano em que retornou com a carreira musical, e o segundo ao lado da maravilhosa Edie Brickel, uma das mais belas vozes do momento. É difícil escutar uma música dezenas de vezes e ter a sensação de que é a primeira vez em todas, "I Had a Vision" faz isso acontecer sempre. Essa dupla alcançou uma química rara nos dias de hoje, sorte nossa.

Supersuckers – Holdin’ the Bag

Não sei como explicar o som desses caras, cada álbum vem de um jeito, mas nesse acho que posso falar que é Country, e dos bons. Adoro quando essas bandas que não lançam nada a anos voltam, elas sempre conseguem me impressionar, principalmente aquelas sem nenhuma pressão, que fazem música por amor. Um dos melhores do ano.

Tallene – International Wrestling Federation

Essa é a banda que foge dos meus padrões. Não sei o motivo, mas gosto do som desses caras, eles são o lado "brutal" do meu dia e suas músicas me acompanham a alguns anos. Quando eles lançam algo, significa que decidiram ficar sóbrios para trabalhar um pouco.

Wilson Teixeira - Casa Aberta

Esse é outro artista que nunca teria escutado anos atrás por causa dos meus preconceitos. Conheci ao acaso, ele seguiu o perfil do site no Instagram e por curiosidade fui escutar e adorei. Ele é um compositor e violeiro do interior de São Paulo e é um discípulo de Almir Sater, Pena Branca e Xavantinho e outros clássicos da música de raiz brasileira.
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