40 Greatest Blues Albums of 2015


Na Country Music existe uma disputa histórica entre o tradicional e o pop comercial, algo que não existe no Blues, onde o tradicional (o que seria isso no Blues?) convive pacificamente com as pegadas mais modernas.

Até compilar essa lista, achava que não tinha me dedicado tanto ao Blues, mas me enganei demais. Não escutei muitos álbuns, mas tenho quase certeza que escutei os melhores lançamentos do ano.

Aproveitem a lista e procurem os álbuns no Spotify.

E não se esqueçam de seguir a playlist no Spotify, lá inclui as melhores músicas que escutei em 2015.

40. Steve Earle & The Dukes - Terraplane
39. JeConte - Down By the Bayou
38. Mike Vernon - Just A Little Bit
37. Robert Chaney - Cracked Pictures Frames
36. Dani Wilde - Songs About You
35. Swamp Dogg - The White Man Made Me Do It
34. Dan Patlansky - Dear Silence Thieves
33. The Graveltones - Love Lies Dying
32. Malted Milk & Toni Green - Milk & Green
31. Laurence Jones - What’s It Gonna Be
30. Billy Gibbons - Perfectamundo
29. JJ Grey & Mofro - Ol’ Glory
28. Royal Southern Brotherhood - Don’t Look Back
27. Charlie Musselwhite - I Ain't Lyin'...
26. King King - Reaching For The Light
25. John Mayall - Find A Way To Care
24. Dave Alvin & Phil Alvin - Lost Time
23. Ronnie Earl - Father's Day
22. Mike Zito - Keep Coming Back
21. Albert Cummings - Someone Like You
20. Jeffrey Foucault - Salt as Wolves
19. The Delta Saints - Bones
18. Robben Ford - Into The Sun
17. Gary Clark Jr. - The Story Of Sonny Boy Slim
16. The Kentucky Headhunters - Meet Me In Bluesland
15. Sonny Landreth - Bound By The Blues
14. Seasick Steve - Sonic Soul Surfer
13. Buddy Guy - Born To Play Guitar
12. Left Lane Cruiser - Dirty Spliff
11. Charlie Parr – Stumpjumper
10. Robin Trower - Something's About To Change


Quando escuto um álbum de um artista que está tocando a mais de cinco décadas, não espero muito, caras assim não precisam me provar nada, escuto só para ter certeza que ele é bom. Eu fico impressionado como o Robin ainda consegue cantar tão bem aos 70 anos de idade. "Something's About To Change", na minha opinião, é o melhor álbum lançado por ele desde os anos 1970.

9. Walter Trout - Battle Scars


Como foi bom escutar esse álbum! Para quem não sabe, o Walter Trout passou por um transplante de fígado em maio de 2014 e ficou parado desde então, sem poder subir aos palcos, mas não foi impedido de compor. Em "Battle Scars" conta como foi essa batalha e alcança em "Cold, Cold Ground" seu auge.

8. Danielle Nicole - Wolf Den


Você pode não conhecer ela por esse nome, mas já deve ter escutado algo da Danielle Schnebelen, ex-vocalista da Trampled Under Foot. Esse é o primeiro álbum solo dela e teve como parceiro de composição o Anders Osborne, que co-escreveu oito das doze músicas do álbum, e o Luther Dickinson como guitarrista. A Danielle Nicole vem para engrossar as fileiras das mulheres que tem ajudado a dar uma nova cara ao Blues.

7. Anders Osborne & North Mississippi Allstars - Freedom & Dreams


Pouco ouvi falar desse álbum ao longo de 2015, creio que ele foi subestimado demais. Algumas pessoas reclamaram pela excessiva influência de Greateful Dead, mas isso não fez diferença para mim, afinal essa é uma das minhas bandas favoritas. Eu tenho a mania de gostar de tudo do North Mississippi Allstars e não foi diferente dessa vez.

6. Songhoy Blues - Music In Exile


Não é só o som da banda que importa em "Music In Exile", a história da banda é maravilhosa. A banda surgiu no norte do Mali em 2012, ano em que o governo foi deposto por um golpe militar. Com a agitação no norte, a banda se mudou para a capital Bamako, onde começou a fazer muitos shows e chamou a atenção do manager francês Marc-Antoine Moreau. Daí em diante a vida deles mudou, fizeram shows na Inglaterra e gravaram seu primeiro álbum de estúdio.

Vez ou outra me deparo com bandas de Blues africanas, mas essa é a primeira que eu realmente escutei com mais afinco. Não consegui ler as letras, mas não é necessário, a música é universal. Li em um review que eles falam sobre o ambiente, aquecimento global, harmonia étnica, paciência, e cerca sobre Mali. Sugiro a leitura da matéria do site português Publico.

5. Warren Haynes & Railroad Earth - Ashes & Dust


Nunca será fácil pra mim falar do Warren Haynes, ele é um dos maiores culpados por ser um apaixonado por Blues. Não preciso falar quem é ele ou do que ele é capaz, se você é fã de Blues, tem a obrigação de saber.  Eu acho que o Warren é um guitarrista completamente inquieto, ele não gosta de fazer o famoso arroz com feijão, está sempre querendo inovar. Dessa vez ele quis juntar o Blues e Bluegrass!

Ele se juntou a Railroad Earth, uma das melhores bandas de Bluegrass da atualidade, e lançou um álbum para ser marcado com uma estrela na discografia dele. "Ashes & Dust" é a prova que o Warren pode tocar qualquer coisa, não importa o estilo, se o som sai da guitarra dele, ficará bom. Não conheço guitarrista melhor que ele na atualidade, me critiquem, mas essa é uma verdade inquestionável para mim.

4. Vintage Trouble - 1 Hopeful Rd.


"1 Hopeful Rd." é um daqueles álbuns que você gosta na primeira vez que escuta, nesse caso especifico, na primeira faixa, a empolgante "Run Like The River". É difícil não gostar do som da Vintage Trouble, a banda mistura tudo o que é de bom em suas canções, Blues, Soul e Rock, criando um som bem animado e com grandes momentos.

3. Shemekia Copeland - Outskirts of Love


A Shemekia Copeland tem uma das vozes mais potentes da atualidade e veio mais Blues que nunca nesse álbum, mas sem deixar de lado uma de suas maiores marcas: suas influências de Soul Music. Ela é acompanhada por músicos de altissima qualidade e a química de com o produtor do álbum, Oliver Wood, é cada dia melhor. 

Eu achava difícil ela superar o "33 1/3", álbum que me apresentou a cantora, mas ela conseguiu lançar um material superior. Em "Drivin’ Out of Nashville" ela conseguiu colocar Blues e Country na mesma canção de forma impecável. E tem uma versão maravilhosa de "Jesus Just Left Chicago" do ZZ Top.

2. Samantha Fish - Wild Heart


O B. B. King disse em sua autobiografia que não conseguia tocar guitarra e cantar ao mesmo tempo, nem todos tem a capacidade de se concentrar em ambas as atividades, não deve ser fácil, mas parece que é para a Samantha Fish, a jovem guitarrista e cantora que vem em uma crescente e assustadora evolução.

"Wild Heart" traz uma Samantha compondo melhor, cantando melhor e tocando guitarra como nunca, fora isso, teve a melhor produção da sua carreira, escolher o Luther Dickinson foi meio caminho para um grande álbum, esse cara, assim como o pai, sabe como produzir um álbum de Blues. Fiquem de olho nessa mulher.

1. Beth Hart - Better Than Home


A Beth Hart tem sido um dos grandes destaques do Blues nos últimos anos, seja por seus álbuns solo ou em parceria com o Joe Bonamassa, mas em "Better Than Home" ela alcançou um nível de maturidade impressionante. O álbum está repleto de grandes canções, que aborda as falhas e as fragilidades de uma pessoa, muitas vezes em um tom melancólico, que é o caso da maravilhosa "St. Teresa", faixa em que a Beth mostra todo seu potencial.

A Country Music vive um problema de representatividade feminina, o Blues está longe de sofrer com isso, as mulheres tem mostrado sua força nos últimos anos com grandes lançamentos. No Blues não basta ter um rostinho bonito, tem que saber cantar ou tocar guitarra, tem que merecer os elogios e a Beth Hart merece todos que tem ganhado.
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