Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 2015 - Um exemplo de como fazer um festival com pouca verba


Meses antes da realização do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 2015, rolaram boatos de que o festival não aconteceria devido a falta de verba pública, principalmente do município de Rio das Ostras. Para a nossa sorte isso não levou ao cancelamento do tradicional festival de Blues e Jazz. Restou a iniciativa privada a responsabilidade de tocar o festival, que foi financiado completamente pela iniciativa privada, fato que foi mencionado com orgulho diversas vezes no festival e estava espalhado por Rio das Ostras em outdoors.

Sou sincero e admito que fui para assistir os shows do Robben Ford, Matt Schofield, Artur Menezes e Cristiano Crochmore, mas os ingleses da Incognito me deixaram surpresos, tudo graças a duas grandes apresentações, principalmente a segunda, que rolou no pequeno palco da Praça de São Pedro. E algo é inquestionável, os shows nos palcos menores, Praça de São Pedro e Lagoa do Iriry, foram imensamente superiores aos do palco Costazul, o maior e principal do evento.

Assisti os shows do Robben Ford, Matt Schofield, Artur Menezes e Incognito em ambos os palcos, em Costazul durante a noite e Praça de São Pedro e Lagoa do Iriry durante o dia. A energia era muito melhor, o contato músico/público era mais intenso.

Os shows da Carolyn Wonderland, Omar Hakim (não consegui assistir o show dele na Praça de São Pedro) e Dwayne Dopsie foram impressionantes, mas gostaria de ter assistido eles em um dos palcos secundários.

Quando os shows ocorreram no palco Costazul, durante os intervalos podíamos visitar algumas barracas que vendiam artesanato e vários tipos de comidas, mas foi na Casa do Jazz que fiquei mais tempo. Nesse pequeno espaço ocorreram diversos shows de bandas dos mais variados gêneros, autorais e covers. Destaque para o show dos cariocas da Big Phat Mama.

Sobre os shows, é impossível não ter gostado mais do Robben Ford, Incognito e Matt Schofield. Foi uma honra poder assistir dois shows de cada um. Mas se é para eleger um show, irei puxar o saco de algo nacional: Artur Menezes.

Por Allexandre Costa

Poucos conheciam esse guitarrista cearense, talvez eu fosse um dos únicos, mas a energia foi sensacional nos dois shows. O Artur é um grande guitarrista, mas a sua banda de apoio mandou bem demais e fez com que as atenções fossem divididas, mas sem tirar o foco dele. Acompanhado de Wladimir Catunda na bateria, Nino Nascimento no baixo e Mateus Schanoski nos teclados, a banda proporcionou grandes momentos ao público, que aplaudiu gritou, pediu bis, fez fila para comprar o novo álbum do guitarrista, pegar um autografo e tirar uma selfie.

Depois de quatro dias de festival, fui embora de Rio das Ostras feliz e com vontade de voltar para as próximas edições. Muitos me falaram que já tiveram edições melhores, por isso bato palmas para o que foi feito em 2015, teve defeitos, mas irrelevantes se formos levar em consideração a verba disponível e todos os problemas que isso gera.

Parabéns a todos os envolvidos, desde patrocinadores que apoiam a cultura, pessoal do backstage, músicos  e, principalmente, para o Stenio Mattos, Big Joe Manfra e Jefferson Gonçalves, que estavam sempre do lado do palco para ajudar em qualquer coisa.

Por Allexandre Costa

E uma frase marcou esse festival. Ela foi dita pelo Jean-Paul 'Bluey' Maunick, guitarrista e compositor da Incognito: "Seus filhos vão ouvir o que vocês ouvem. Então, apresentem a eles boa música".

No site do evento existe uma galeria de fotos do evento.

FÃS DO FESTIVAL! Grandes amigos.A Produção agradece de coração o carinho, a alegria, a educação e a força a todos os...
Posted by Rio das Ostras Jazz&Blues Festival on Quarta, 26 de agosto de 2015
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