Conheçam o Blues Rock instrumental da StringBreaker and the StuffBreakers



Após anos quebrando cordas por aí, o guitarrista Guilherme Spilack idealiza um projeto de Blues Rock instrumental com os pés fincados na sonoridade das décadas de 60 e 70.

Influenciado por Jimmy Page, Jeff Beck, Jimi Hendrix, SRV entre outros grandes nomes, nasce o StringBreaker. Sob esse codinome, Guilherme lança algumas faixas na web e realiza algumas apresentações e um webclipe em parceria com a marca Gato Preto Classics para divulgação do amplificador Gamba.

No final de 2014, com todo material para o primeiro álbum composto, juntam-se ao time o baterista Sérgio Ciccone (Hellbilly Rebels) e o baixista Robinho Tavares (Ed Motta, Deep Funk Session) e nasce o StringBreaker and the SutffBreakers. Depois de um período de produção envolvendo os primeiros meses de 2015, o debut da banda foi lançado no dia 1 de junho de 2015 e está disponível nas principais plataformas de streaming e lojas online: SpotifyDeezerRdioITunesAmazon e Google.

O guitarrista e mentor da banda, o Guilherme Spilack, respondeu algumas perguntas e explicou melhor o som da banda. E nã se esqueçam de apertar o play!


Primeiramente, fale como surgiu a banda StringBreaker and the StuffBreakers, além de falar um pouco sobre o nome da banda e as influências. 

[Guilherme] Curto muito Rock'n'Roll das décadas de 60 e 70, música instrumental e Blues, que pra mim, tem uma conexão enorme com as minhas bandas de Rock de cabeceira. Desde que comecei a tocar guitarra tinha o anseio de fazer um som nessa onda. Tive bandas de Classic Rock variado e acabei caindo no Metal mais pesado. Sempre mantive minhas raízes Rock'n'Roll e quando possível colocava essa sonoridade nos Riffs das bandas que fiz parte. 

O tempo foi passando e essa vontade de fazer um som completamente meu, nessa vibe Blues Rock 70's  foi crescendo até que em 2012, numa trip pra Minas Gerais, saiu a primeira ideia, que acabou virando a "Rainy Afternoon in Gonçalves". Enfim o projeto tinha começado, mas precisava de um nome. Nessa época estava começando a tocar na Children of the Beast (Iron Maiden Cover oficial da America Latina) e vinha quebrando excessivamente as cordas das minhas guitarras. Era uma coisa fora do normal. E nas brincadeiras com os amigos acabou saindo o nome StringBreaker, cuja o qual, me identifiquei totalmente! 

Agora, com o disco, pintou a oportunidade do Sérgio Ciccone (Hellbilly Rebels) tocar bateria, não sei exatamente quem convidou quem, foi muito natural essa coisa da gente tocar junto, a única certeza que tenho é que essa ideia surgiu na gravação do disco da banda dele, a Hellbilly Rebels, que eu produzo. Para o baixo, tive a alegria do Robinho Tavares (Eddie Motta) aceitar o convite para tocar no disco, já havíamos conversado antes, mas não acreditava muito na possibilidade de rolar e de repente ele tinha topado e estava comigo gravando os baixos. Com uma banda, precisávamos de um nome que não representasse somente a mim, então o Sérgio deu  a ideia do StuffBreakers (Quebradores de Coisas) por que ele quebra baquetas, pratos, peles e etc (Risos), assim nasceu StringBreaker and the StuffBreakers.

Como foi a produção do álbum e quem compôs as faixas?

[Guilherme] Esse trabalho vem rolando desde 2012, quando saiu a primeira ideia. Em seguida veio a "Grooveria Paulistana" e a "Travel at the Southern Lands". Essas musicas foram divulgadas como single, ao vivo e num webclipe de divulgação do amplificador Gamba, da Gato Preto Classics. Daí em diante, preferi não soltar mais nada, já tinha em mente o projeto do disco e não queria que ele fosse visto como um coletânea de faixas lançadas aleatoriamente. 

Segui compondo até que nos meses de Dezembro de 2014 e Janeiro de 2015, graças as férias da Children, consegui o tempo para dar inicio a produção do play. Começamos gravando as bateras com o Sérgio em Janeiro mesmo. Depois de editadas e pré mixadas, foi a vez do Robinho gravar os baixos. Ambos foram muito rápidos e precisos! Em seguida, foi a minha vez, começando com os violões, guitarras synth, bases, temas, dobras e por fim os solos. Acho que passou em torno de um mês nas gravações das linhas de guitarra/ violão. Depois tivemos mais algo próximo a um mês de mix e master, com o áudio terminando em Maio de 2015. Contei com a designer Débora Born para a arte gráfica do álbum e com o Renato Ciccone para as fotos. Terminados os trabalhos o disco foi pra fabrica e cá estamos nós! 

Com relação a composição, todos os temas são de minha autoria, mas os caras tiveram liberdade para abordá-los à sua maneira na hora das gravações. Queria que o disco soasse como uma banda mesmo, com todos colocando um pouco de si nos sons. Acredito que isso tenha dado certo, o que felicita muito.

Escuto música instrumental a anos e nunca entendi os nomes das faixas. Como vocês criam um título para uma música sem letra?

[Guilherme] É realmente complicado, no processo de composição varias tinham o nome do mês que foram compostas, "Dezembro 1", "Janeiro 2", "Agosto"... Mas, na hora de dar um nome pra valer, tento fazer referencia ao mood ou algo muito presente na música ou então uma homenagem a alguém ou algum lugar. "Grooveria Paulistana" e "Rainy Afternoon in Gonçalves" são homenagens a lugares, "75's Spring" já é uma referencia ao "Blow by Blow" do Jeff Beck, disco que me influencia muito e que tem muito a ver com essa faixa. "Groove Party" é uma ideia de ambientação, sabe, como se você estivesse ouvindo aquele som numa festa em algum lugar dos 70's. "Two Color Sky" já é bem o lance do mood da música, que tem uma parte mais "down", como um dia cinza e outra mais "pra cima", como um dia ensolarado. Pra mim, esse nome casa muito com o desenvolver da música, como o dia que começa nublado e que uma hora o sol abre e tudo fica bem, sabe. No geral, isso é muito subjetivo, nem sempre esses moods que eu vejo nas músicas farão sentido para as outras pessoas, mas acho um jeito valido para dar nomes as músicas.  

 E como é ter uma banda instrumental? 

[Guilherme] É como ter uma banda normal, só que sem o vocalista pra dar problemas! (Risos)

 Quais os projetos para o futuro?

[Guilherme] Divulgar bastante esse primeiro trabalho, soltar um clipe ainda esse ano, firmar boas parcerias, shows, levar esse conceito de música instrumental pra galera do rock'n'roll, mostrar que esse tipo de som não é coisa de outro mundo e que ele pode ser acessível sim e, é claro, começar a trabalhar no próximo play!

Muito obrigado Filipi Junio e ao pessoal do Southern Rock Brasil pela atenção, pelo espaço e pelo interesse em nos ouvir e por compartilhar o nosso trabalho e as nossas palavras para a galera! Sucesso para vocês e longa vida ao Southern Rock Brasil!!!!!!
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