Melhores álbuns que escutei em janeiro e fevereiro de 2015


Ao longo do ano irei divulgar a cada dois meses uma lista com os 15, talvez mais, álbuns que mais gostei nesse período. Nem todos os álbuns que escutei estarão presentes nessas listas, mas criei um álbum no Facebook em que tem tudo o que escutei lá.

Essa lista é referente ao que escutei nos meses de janeiro e fevereiro, meses geralmente fracos, mas que nesse ano tiveram ótimos lançamentos.

American Aquarium - Wolves

Conheci eles em 2013, ano em que lançaram "Burn. Flicker. Die.", produzido pelo Jason Isbell, que deu um grande impulso na carreira deles. "Wolves" está um pouco diferente, fugiu um pouco das características da banda, mas isso não tornou o álbum ruim. Faz anos que a banda é uma das mais apreciadas no cenário independente e um flerte com o mainstream sempre assusta os fãs, mas a banda está indo para um caminho, até agora, agradável.



Anders Osborne & North Mississippi Allstars - Freedom & Dreams

Eu não estava esperando por esse álbum, não tinha lido nenhuma notícia, agradeço aos amigos que me avisaram. Acho que não preciso explicar muito o por que desse álbum estar aqui, NMA e Anders Osborne estão em um padrão muito elevado, isso a muitos anos, e não foi nesse álbum que isso mudou. Esse é para quem gosta de Blues.



Blackberry Smoke - Holding All Roses

Nenhum álbum gerou tantas discussões como esse, "Holding All Roses" estava sendo odiado antes de seu lançamento, mas o ódio diminuiu bastante quando as pessoas pararam e escutaram o álbum completo. Está diferente, não tenho dúvidas, mas o Blackberry Smoke não perdeu sua principal característica, a qualidade.



Cody Canada and the Departed - HippieLovePunk

É sempre bom escutar algo novo do Cody Canada, um dos fundadores da clássica Cross Canadian Ragweed, que encerrou as atividades em 2010 no seu auge. Mas graças aos Deuses da Música o Cody não perdeu a capacidade de criar ótimas músicas! Mesmo não tendo a mesma pegada dos álbuns da CCR, esse é um álbum obrigatório para os fás de Red Dirt e do Cody.


Drew Holcomb and the Neighbors - Medicine

É inegável que esse álbum é bem comercial, mas temos que entender que nem tudo que é comercial é ruim. Ele mistura com perfeição as raízes da música americana com as influências de Nashville. Suas letras e vocais sempre parecem vir do coração e as melodias são bem trabalhadas.


Howlin Rain - Mansion Songs

Não sei especificar o estilo desse álbum, só sei dizer que ele é bom, acho que isso basta. Parece que esse álbum é o primeiro de uma trilogia que a banda irá lançar, não sei o que isso significa em termos musicais, mas é o que o vocalista disse. O legal é que em certos momentos me lembrei do Black Crowes, algo que está acontecendo muito, acho que é saudades.


Jeff Austin - The Simple Truth

Só o fato do Jeff ser o ex-vocalista da Yonder Mountain String Band já me fez gostar desse álbum. Os fãs sempre irão comparar com o som do YMSB, o Bluegrass ainda pode ser escutado, o mandolim aparece bastante, mas ele seguiu mais para o lado das baladas, músicas mais calmas. É um bom álbum para iniciar uma carreira solo, mas tenho certeza que ele pode fazer álbuns melhores, potencial não falta.


Kevin Deal - Nothing Left to Prove

É difícil não gostar de artistas texanos, eles tem algo que faz deles naturalmente bons. Esse agradará qualquer fã da verdadeira Country Music, foi a maior surpresa que tive nesses primeiros dois meses do ano.


Rhiannon Giddens - Tomorrow Is My Turn

A Rhiannon Giddens já é uma velha conhecida minha, ela é vocalista do Carolina Chocolate Drops, uma banda que acompanho a um bom tempo. O álbum é uma mescla de Country, Folk, Blues e Rock, repleto de canções escritas pela Dolly Parton, Nina Simone, entre outros, mas nada se compara a versão de "She's Got You" do Hank Cochran, me arrepio toda vez que escuto, deixando bem claro para todos que ela tem uma das vozes mais promissoras da música americana.


Robin Trower - Something's About To Change

Como é legal escutar um ótimo álbum de um guitarrista que se aproxima dos 70 anos. O Robin Trower está na ativa desde o início dos anos 1960 e não perdeu o jeito de criar grandes canções. O Blues tem dessas coisas, quanto mais velho melhor. As guitarras chamam a atenção o tempo todo, não faltam solos em suas canções. Um grande álbum!


Ryan Bingham - Fear and Saturday Night

Depois do fiasco chamo "Tomorrowland", finalmente o Ryan voltou a tocar Americana. Os fãs sabem que ele passou por dificuldades nos últimos anos e por isso entendemos o recado que ele deu na música "Nobody Knows My Trouble", um dos destaques do álbum. Felizmente ele conseguiu voltar para o caminho certo. Depois de uma de suas canções ganhar Oscar e o caramba a quatro, seria óbvio que ele fosse em direção a um público maior, mas ele não fez isso, apenas continuou sendo honesto consigo mesmo.


Steve Earle & The Dukes - Terraplane

Apertei o play esperando Country e me surpreendi quando percebi que era Blues! Foi um choque extremamente positivo, queria escutar um grande álbum Country, pois é o que se espera de um música da categoria do Steve Earle, e acabei escutando um grande álbum de Blues. Alguns críticos não gostaram, mas eles sempre tem uma visão diferente das coisas.


The Mavericks - Mono

Que bom que eles voltaram logo! "In Time" é impecável e focado aos ritmos latinos, "Mono" é o contrário, ampliou os horizontes e trouxe muito mais influências. O som do The Mavericks permanece eclético e divertido, e "Mono" é um ótimo álbum de uma banda que se recusa a ser rotulados.

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