Conheçam a música instrumental dos mineiros da Pequeno Céu



O Allman Brothers me introduziu no mundo da música instrumental, odiava qualquer faixa instrumental antes de conhecer a banda, agora é meio que um vício escutar faixas sem vocais. Comecei a me aprofundar e cheguei a Grateful Dead, Phish, Widespread Panic, Gov't Mule, Little Feat e diversas outras bandas que agregam muitos estilos em suas improvisações, tudo que vocês imaginarem fora do Blues, Rock e Country. Sou um fascinado por esse tipo de som e fiquei muito feliz em ver que na minha cidade, Belo Horizonte, existe uma banda que segue essa linha. Estou falando da Pequeno Céu.

A banda mistura música popular brasileira com outros estilos, algo que cada vez mais me cativa. Odiava música popular brasileira, mas quando passei a prestar mais no instrumental, percebi que o problema está nas letras e nas pessoas que cantam essas letras. A banda está em seu segundo álbum, o primeiro, "Pequeno Céu", foi lançado em 2011, sendo precedido por "Sargaço", lançado em 2014.

O disco de um homem só, produzido por Manuel, cujos tons ensolarados e definidos pelo próprio músico como “samba duro”, uma mistura entre a música popular brasileira e o math-rock, em "Sargaço", dão espaço ao encontro entre sete músicos e uma aposta na profusão de gêneros e na liberdade musical. Da junção entre Horta e os novos adeptos do samba duro, em 2011, o Pequeno Céu se construiu como uma banda e buscou novas sonoridades e inspirações. A vontade de reviver as antigas canções de Pequeno Céu originou uma nova forma de encarar a música resultando no segundo disco. Uma obra livre que ganha corpo através de uma transfiguração do post-rock instrumental, tomado pela percussividade do afrobeat, a sincopagem do jazz e do math-rock, ou das referências ao samba e ao universo da música popular brasileira.

Atualmente, o Pequeno Céu é formado por Manuel Horta (guitarra), Marco Túlio Ulhôa (guitarra e trompete), Ciro Trevisan (bateria), Renato Moura (percussão), Matheus Rocha (baixo e flauta), Rafael Figueiredo (guitarra) e Bernardo Bauer (violão, guitarra e cavaquinho). Dessa forma, o grupo encontra seu som em ondas que vão além da imanente brasilidade, para se aventurar em outros territórios musicais, compondo uma cartografia sonora sem limites ou especificidades, nesse que nunca quis ser um projeto conceitual, mas somente a presença de intuições diletantes em forma de música.

Vocês podem escutar o som da banda no Soundcloud, Bandcamp e no Facebook a banda disponibilizou links em que os álbuns podem ser baixados gratuitamente.

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