Billy Branch & the Sons of Blues - Blues Shock (Review)


O Billy Branch, infelizmente, não é um músico muito conhecido na cena Blues, mas é um Bluesman dos mais experientes ainda vivo. Ele foi descoberto em 1969 pele Willie Dixon e fez parte de uma geração que manteve a chama do Blues acesa. Fazia 10 anos que ele não lançava um álbum de inéditas e isso parece mentira, ele está tocando muito bem sua gaita, certas coisas não pioram com a idade, se aprimoram.

O Billy sempre foi conhecido por ser fiel ao Blues de Chicago, mas podemos escutar um pouco de Funk, Soul e Jazz em "Blues Shock", o que não significa que ele está deixando de ser fiel. Por falar em "Blues Shock", a faixa-título é candidata a clássico. O solo de gaita do Billy é demais e o slide de guitarra é mais lindo ainda. Destaque para o trabalho do pianista Sumito 'Ariyo' Ariyoshi, não só nessa faixa, mas no álbum inteiro.

"Going To See Miss Gerri One More Time" é uma bela homenagem a Gerri Oliver que dirigia o Palm Tavern há mais de 50 anos. O Funk que citei aparece com toda força na faixa de abertura, "Sons Of Blues". E como em todo bom álbum de Blues, não pode faltar uma música instrumental, em "Blues Shock" temos duas, "Back Alley Cat" e a bela "Song For My Mother".

O álbum tem quatro covers, "Crazy Mixed Up World" do Willie Dixon, "Boom Boom" do John Lee Hooker, "Dog House" do Bobby Bryant e "Function At The Junction" do Shorty Long, sendo as duas primeiras as melhores.

Demorou muito, mas o Billy Branch acertou em cheio com "Blues Shock", um dos melhores álbuns de Blues lançados em 2014. Recomendo que escutem.
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