The Devil Makes Three - I'm a Stranger Here (Review)


Existem centenas de boas bandas espalhadas por aí e nem sempre conseguimos conhecer todas, não importa o quant você as procure, sempre vai ter alguma escondida em algum lugar. Hoje estou falando da The Devil Makes Three, banda que conheci graças a uma indicação de um leitor do site no Facebook. Ainda bem que me apresentaram essa banda, uma das melhores coisas que escutei nos últimos anos. Ainda bem que eles lançaram "I'm a Stranger Here" em 2013, assim posso puxar um pouco o saco deles.

Nesse review, não irei falar de uma banda qualquer, não tem como não classificar a The Devil Makes Three em um patamar mais alto, é impossível não chamar esse trio de especial. Várias bandas tentam, mas poucas conseguem misturar tantos ritmos e fazer um som interessante, isso é o que acontece em "I'm a Stranger Here". Ao longo do álbum você escuta o bom e velho Country Blues, a influência da música Gospel e Bluegrass, Folk e Ragtime, gerando o que a banda chama de Folk Punk. 

Esse é o sexto álbum de estúdio da banda e podemos escutar a evolução da banda em cada um dos antecessores de "I'm a Stranger Here", mas, sem dúvidas, esse trabalho de 2013 é o melhor lançado até agora pelo trio. Acho que eles conseguiram tornar essa caótica mistura de estilos em algo coerente.

Destaque para "Stranger", que nos transporta lá para os anos 30; "Forty Days" é um jazz dos anos 20 e a participação da Preservation Hall Jazz Band só torna a canção mais cativante; "Dead Body Moving" é uma faixa mais rápida, regada a muito violino; "Hallelu" é um puro Country Gospel; "Worse or Better" faz uma junção muito bacana do banjo, violino e violão, uma das melhores faixas do álbum; o álbum encerra com "Goodbye Old Friend", uma bela balada Country.

Essa não é uma opinião exclusiva minha, mas esse trabalho do The Devil Makes Three supriu uma necessidade, a necessidade que o The Avett Brothers a muito tempo deixou de satisfazer. Eu sou um enorme fã dos Avett, mas eles deixaram de passar o sentimento em suas músicas, agora só tem aquelas baladas sentimentais que o Rick Rubin insiste em produzir, sinto falta daquele tom mais punk nas canções da banda, algo que encontrei em "I'm a Stranger Here".

A banda é dona de uma enorme fama por causa de seus shows ao vivo, dizem que cada show é único, e que cada um beira a perfeição. Sofro por não morar nos EUA, sofro por ter que ficar imaginando essas músicas sendo tocadas ao vivo, não sei o que seria de mim sem a internet e o Youtube.

É um consenso geral: "I'm a Stranger Here" é o álbum que melhor capturou a intensidade da banda ao vivo e é o ponto de partida para algo maior.

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