Conheçam o guitarrista cearense Artur Menezes



Aos 29 anos de idade e doze de carreira, Artur Menezes não só toca guitarra, mas compõe e interpreta de uma forma tão peculiar que impressiona até os grandes mestres. Talvez por isso tenha ficado conhecido como "o garoto prodígio do blues". O guitarrista vem se consolidando como um dos melhores músicos de sua geração. 

O interesse pela música começou por influência da mãe – a cantora de MPB Lúcia Menezes -, e também por influência do irmão, fã de rock’n’roll. Passou a infância ouvindo de Jimi Hendrix ao rei do baião, Luiz Gonzaga. Porém, foi pelo blues de Albert Collins, Albert King, B.B. King, Stevie Ray Vaughan, Buddy Guy e Johnny Winter, além do funk de James Brown, que se apaixonou muito antes de iniciar o curso de música na Universidade Estadual do Ceará (UECE), sua terra natal.

Apesar da insistência da mãe por seguir a carreira musical e prestar vestibular para a faculdade de música, o período de 2003 a 2005 foi de tentativas frustradas em outras áreas. Incentivado pelo pai, Artur cursou dois semestres de direito e quatro de administração, mas nunca deixou de lado a música. Obviamente, a vida de "gente normal" não deu certo. E, aos 21 anos, sem falar quase nada de inglês, o garoto resolveu ir embora sozinho para Chicago, nos Estados Unidos, tentar a vida de músico no reduto do blues. Tudo estrategicamente pensado, afinal com menos idade ele não entraria nos PUBs. E foi festa forma, pela linguagem universal da música que, entre 2006 e 2007, teve a possibilidade de tocar em jam sessions com John Primer, Charlie Love and The Silky Smooth Band, Linsey Alexander, Phil Guy, Brother John, Jimmi Burns, Big Ray, dentre outros, e em bares de grande importância para o blues, como o Kingston Mines, Smokey Daddy, Rosa’s, Vine Tastings e Katherina’s. 

Durante esse período, foi integrante da banda norte- americana The Shakes, que prima pela tradição do blues elétrico, gravando com ela dois discos ao vivo. Artur aprendeu inglês, aprendeu a lidar com a sensação maravilhosa de dividir o palco com grandes nomes do blues, assimilou toda a informação e continuou sendo o Artur Menezes, de Fortaleza. Assim que retornou, em 2007, participou do BNB Instrumental, em Fortaleza e Juazeiro do Norte, (CE).

Em 2008, participou do Maranhão Blues Festival e gravou CD/ DVD com a banda Blues Label, além de um EP, "Artur Menezes e os Caras". Em 2009, o guitarrista participou da gravação do disco "Pintando e Bordando", de Lúcia Menezes, lançado pela Som Livre, e entrou em turnê com a cantora.

Preocupado em difundir e ampliar o acesso ao blues no estado do Ceará, Artur Menezes foi um dos fundadores do projeto Casa do Blues, que promove shows semanais com entrada gratuita, permanecendo no conselho do projeto até o início de 2013.

Após cursar três semestres de música na Universidade Estadual do Ceará (UECE), Artur resolveu tentar mais um voo alto. Destino: São Paulo. Em 2011 montou o seu cantinho e partiu para uma temporada de dois meses em Chicago, parte da estratégia de divulgação do álbum "Early to Marry", lançado pela Blues Time Records.

Nessa passagem por Chicago, o músico fez com que ninguém menos do que Buddy Guy subisse ao palco por livre e espontânea vontade para tocar ao seu lado, no Buddy Guy’s Legends. No show de Jimi Burns, na mesma casa, onde faria apenas uma participação na jam session, foi mantido no palco durante todo o show.

Em 2013, reuniu cerca de 800 pessoas para o lançamento de seu segundo trabalho intitulado "#2" (Número Dois) no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, com participações de Lúcia Menezes, Jefferson Gonçalves, Pantico Rocha e Bateria da Unidos da Cachorra. Dias depois, tocou mais uma vez no Garanhuns Jazz Festival, para cerca de 6 mil pessoas, ao lado de Kiko Loureiro (Angra) e Andreas Kisser (Sepultura). Também apresentou o novo CD na Fnac Morumbi, em SP. Em março, esteve no Festival de Jazz e Blues de Manguinhos, onde cerca de 5 mil pessoas vibraram aos som do músico. No mesmo mês, fez o show principal da festa de aniversário da revista Blues’n’Jazz, no Bourbon Street, em São Paulo.

Neste período, Artur liderava a disputa – empatado com uma banda de Los Angeles -, entre mais de 2 mil artistas de todo o mundo, por uma vaga para tocar com Eric Clapton no Crossroads Guitar Festival, um dos maiores e mais concorridos festivais de guitarristas do mundo, que acontece no Madison Square Garden, em NY. Além disso, seu segundo disco, "#2", na mesma época, foi pré-selecionado para o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor disco de música estrangeira.

Mesmo residindo atualmente em São Paulo, o músico faz questão de disseminar a cultura de sua cidade Natal, além do blues: "Tenho orgulho de ser cearense e de poder levar a música da minha região, misturada ao meu blues, para o mundo", afirma.

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