11 anos sem Johnny Cash - O dia em que o mundo perdeu Johnny Cash


12 de setembro de 2003, um dos dias mais obscuros da história da música, o dia em que o mundo perdeu uma de suas maiores estrelas, John R. "Johnny" Cash. Com cerca de 50 anos de carreira, Cash, que tinha 71 anos, morreu às 3h locais (4h em Brasília), no Hospital Batista em Nashville (Tennessee), segundo uma nota divulgada pelo agente Lou Robin.

"Johnny faleceu por causa de complicações do diabetes, que resultaram em falência do sistema respiratório", afirmou Robin.

Cash recebeu alta do Hospital Batista na quarta-feira (10), depois de duas semanas de internação para um tratamento de um problema no estômago. O músico vinha lutando também contra uma doença que afetava seu sistema nervoso e pneumonia nos últimos anos.

De seus primeiros dias como um dos pioneiros do Rockabilly e Rock and Roll na década de 1950, a suas décadas como um representante internacional da Country Music, para o seu ressurgimento para a fama na década de 1990 como uma lenda viva e um ícone do Country alternativo, Cash influenciou inúmeros artistas e deixou uma grande obra, algo que nunca será esquecido, passe dez, vinte ou cem anos.

Essa triste notícia foi destaque nos maiores veículos de comunicação do mundo e trago para vocês alguns trechos dessa matérias:


"Sua influência estendeu-se muito além da esfera da Country Music  junto com Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins, seus pares na Sun Records, em meados da década de 1950, ele é considerado um dos pioneiros do Rock and Roll.

Sr. Cash exerceu uma influência incalculável sobre música. Como Rich Kienzle observou na revista Country Music, ele "fortaleceu os laços entre Folk e Country Music para que ambos os lados viram as suas semelhanças, bem como suas diferenças. Ele ajudou a liberalizar Nashville para que pudesse aceitar o não convencional e polêmico e que fez tanto quanto qualquer um para fazer o 'outlaw' um fenômeno possível.""


"Johnny Cash, cuja carreira de cinco décadas definiu e refinou música americana, morreu no início desta manhã de complicações decorrentes da diabetes, ele tinha 71 anos.

Cash era membro tanto da Country Music quanto dos salões do Rock and Roll of Fame. Suas composições originais foram regravadas inúmeras vezes, recentemente, em um par de álbuns de tributo. E suas interpretações de canções de outros mudaram a maneira como elas são ouvidas. E sua música e atitude têm influenciado cinco décadas de artistas, sem linhas desenhadas para o gênero."


"Johnny Cash, o cantor, que morreu ontem aos 71 anos, foi o patriarca de voz rouca da Country Music americana, em suas canções e estilo pessoal, ele evitou o brilho de Nashville, lançando-se como o solitário perpétuo, o cowboy à deriva, "The Man in Black".

O último epíteto foi derivado da cor habitual de suas roupas, tão constante quanto a sua saudação de abertura nos shows: "Olá, eu sou Johnny Cash". Preto, adequado o clima das canções de dinheiro, que contou contos sombrios de perdedores - alcoólatras, assassinos, presidiários e solitários - categorias em que Cash estava acostumado a incluir a si mesmo."


"Mais do que uma única pessoa que eu posso pensar, Johnny Cash ampliou o interesse na Country Music em todo o mundo. Ele era apenas uma grande estrela, e tornou-se um ícone cultural na América", disse Ed Benson, diretor-executivo da CMA. "É muito triste. Ele é certamente alguém que é insubstituível no negócio da música, e nos corações e mentes de muitos americanos".


"Ed Benson, diretor-executivo da CMA, chamou de Cash de "um embaixador internacional da Country Music e um pioneiro musical ao longo de sua vida... É incompreensível imaginar o que teria sido da Country Music sem Johnny Cash.""

A notícia também repercutiu aqui no Brasil no site Rockwave, Terra, Folha de São Paulo e Estadão.
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