Red Lights Gang - 13 (Review)


































Por Ramis Abud

13.

Bom, treze pode ter muitos significados em várias coisas, mas nesse caso é o número de letras do nome de uma das melhores bandas da atualidade. Treze também é o nome do último lançamento da Bad Habits Records, inclusive, com essa banda ai, Red Lights Gang. Treze, um e três, são também os números finais desse ano (2013, para que não sabe ainda). E para completar, o disco chegou ontem a minha casa, as 13:00h. Bom, vamos falar do disco e da banda em si.

Eles foram fortemente influenciados por Buck Owens e Johnny Cash, isso é indiscutível, mas eles fazem uma viagem entre gêneros, que mesmo não sendo tão parecidos, acabam casando muito bem na minha opinião. No próprio teaser do disco os membros disseram de que gêneros vieram. Isso inclui Folk, Psychobilly, Heavy, Indie e claro, Rockabilly. 

O disco começa com uma canção já conhecida deles, "Honky Tonk Devil Girl", mas no disco foi totalmente renovada, com um toque mais "modernete"? Não diria bem "modernete", mas algo mais trabalhado e rebuscado que a primeira versão.

"(What a) Bad Luck" começa já com uma bateria feroz e tem uma pegada bem dançante, simplesmente fantástica e como já é de influência, mixa Country e Rock 'n' Roll de primeira!

"Twin-Set Girl" e a canção de amor do disco, como não poderia faltar, para todo casal apaixonado dançar com o rosto coladinho, ou não. O trabalho com violão e guitarra nessa canção é muito bom, sem falar da incrível voz.

"I'm Down" sem dúvidas é a minha música favorita do disco todinho, não que as outras não sejam, mas essa é um Rockabilly de primeira, não aqueles sons "suco com pão" que todo mundo fala que é "anos 50"... Não! Esse som é pra chutar o pau da barraca.

Aaaah, o que falar de "36 Bucks"? Só ouvindo para ver como o dueto entre Américo e Rodrigo Haddad rolou muito bem, alias, a canção é um tributo ao Buck Owens. A diferença das vozes tornou a canção única, assim como a guitarra bem tocada, baixo e bateria impecáveis também.

"Ballad of Killer Train" tem uma pegada mais obscura, dando aquela sensação bem Western, com alguns metais ao longo da música adicionam um toque mais latino.

"In the Barbershop" virou até videoclipe oficial da banda, uma canção que nos mostra como a banda funciona. O entrosamento ai é incrível.

"Burning Eyes" tem outra pegada mais direcionada ao Rock 'n' Roll, uma instrumentalização incrível foi utilizada ai.

"Moonshine Queen", na versão original tinha uma pequena narração no começo, que foi retirada para dar lugar a um belo violino que fica meio escondido ao longo da música. Outro ótimo Rock 'n' Roll da banda.

"Lord Gave Me a Sign" apenas com um violão, teclado e voz (e baixo, provavelmente) foi feita uma canção incrível, que está em uma linhagem mais Folk eu diria. A letra é linda.

"Mason Jar Blues" tem uma marca mais Country, não Outlaw como algumas anteriores, mas algo mais parecido com o estilo do Johnny Cash na Columbia Records. Ou até com os primeiros discos do Waylon Jennings, isso fica mais do que claro para quem conhece os dois artistas.

"R.L.G.", ou "Red Lights Gang", uma música que fala um pouco da música, um Outlaw Country Hillbillyzado, que com toda certeza, fará você dançar. O efeito no vocal é muito bacana, o lap steel também, e como percebemos, o disco vem mesclando vários gêneros.

"The Devil's Knocking" para fechar o disco com mais um Country dançante de primeira, mais uma história clássica nas canções Country da metade dos anos 60, como "Bad News" e "Mr. Lonesome" do Johnny Cash, "Man of Constat Sorrow" e "Mental Revenge" de Waylon Jennings, claro, com aquele toquezinho de melancolia no vocal (assim como em "I'm Down").

Fica claro que a banda não tem um gênero definido, eles são simplesmente Red Lights Gang. E é assim que este disco, um lançamento muito bom, com um preço super bacana, vale cada centavo.

Para comprar o CD, basta entrar em conto com a banda pelo email badhabitsrecs@yahoo.com.br



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