James Cotton - Cotton Mouth Man (Review)


O James Cotton é uma lenda viva dos anos de ouro do Blues, um dos melhores gaitistas de todos os tempos, algo natural para quem aprendeu o ofício com o mestre Sonny Boy Williamson II. Ao longo de seus mais de 50 anos de carreira, Cotton tocou com Big Mama Thornton, Sonny Boy Williamson, Howlin' Wolf, Muddy Waters, B.B. King, The Grateful Dead, Johnny Winter, Elvin Bishop, entre outros grandes nomes do Blues e da música mundial.

Sem firulas, direto ao ponto, esse é "Cotton Mouth Man", uma mistura de Delta Blues e Chicago Blues, recheado de convidados especiais. Só para explicar, Cotton tem 77 anos e sua voz já não é das melhores e, por isso, convidou alguns nomes renomados para cantar algumas canções. 

O álbum começa de forma matadora com "Cotton Mouth Man", cantada pelo Bluesman do momento, Joe Bonamassa; "Midnight Train" me encantou logo de cara, é assim que fico quando escuto a voz do Gregg Allman, a voz que me fez apaixonar pelo Blues. "Mississippi Mud" e "Wasn't My Time to Go" são cantadas pelo Keb' Mo', "Hard Sometimes" traz a voz, até então desconhecida para mim, do Delbert McClinton e "Wrapped Around My Heart" é cantada pela Ruthie Foster.

Mas uma faixa superou todas em minha opinião: "Something for Me". A faixa tem uma levada, às vezes, bem característica do ZZ Top, só que com o toque especial do Cotton e sua gaita, além de ter uma participação para lá de especial. Essa faixa é cantada pelo Warren Haynes e tudo se encaixou perfeitamente, uma faixa magnifica.

Quando eu já tinha certeza que esse álbum é perfeito, "Bonnie Blue" vem melhorar ainda mais esse conceito. Gaita, violão e uma voz rouca, isso é o suficiente para deixar um fã de Blues louco, pelo menos é assim comigo.

Esse cara deve ser aplaudido de pé, não só por esse álbum, mas por ser um dos últimos "fundadores" do que hoje chamamos de Chicago Blues.

O câncer na garganta tirou sua voz, mas como ele disse, "a voz se foi, mas o vento ainda está lá".
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