Johnny Cash - A história de A Boy Named Sue


"A Boy Named Sue" é, certamente, a música mais engraçada que Cash já gravou. Escrita por Shel Silverstein, ela faz parte do álbum "At San Quentin", gravado na Prisão Estadual de San Quentin, em 24 de fevereiro de 1969.

Trata-se do maior sucesso comercial do Homem de Preto. Afinal, a música ficou por duas semanas seguidas em 2º lugar na Hot 100, que é a principal parada musical da Billboard.

A canção narra a história de um rapaz que foi abandonado pelo pai, quando ainda era uma criança. O lado cômico de tudo isso é que a maior revolta do garoto é pelo fato do pai ter lhe dado o nome de Sue (tipicamente feminino). Irritado com o constrangimento que permanece por toda sua vida, ele jura que vai encontrar o pai e matá-lo!

De tanto procurar, Sue acaba achando o pai e parte para cima do velho com toda sua fúria.  Depois de muita luta e, com uma arma apontada para sua cabeça, o pai explica o verdadeiro motivo de ter dado aquele nome ao filho. Sabendo que ele não poderia criar o garoto, resolveu chamá-lo de Sue para se certificar de que ele cresceria forte e durão. O rapaz então percebe as boas intenções do pai, se emociona e acaba perdoando tudo.

A música termina com Sue prometendo que, se um dia tiver um filho, com certeza vai chamá-lo de… "Bill, George ou qualquer porcaria, mas Sue!? Eu ainda odeio aquele nome!".
  • O termo "filho da puta" ("Eu sou o filho da puta que te deu o nome Sue!") foi censurado na época. Cash precisou substituir a expressão pela palavra "maldito" para que a música pudesse ser executada nas rádios americanas;
  • Dez anos depois, Shel Silverstein escreveu "Father of a Boy Named Sue" onde mostra o ponto de vista do pai de Sue;
  • Em um episódio de "O Laboratório de Dexter", o vilão Mandark lembra que na infância seus pais o vestiam de menina e o chamavam de Sue (Susan).
Texto escrito pelo Toni Torres e postado originalmente no blog Senhor Cash.
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