Creedence Clearwater Revival – Pendulum (Review)


No inicio dos anos 70, o grupo que formava o Creedence já não se entendia bem, depois de cinco anos de estrada e vários discos de sucesso como: "Green River", "Bayou Country" e "Cosmo’s Factory" (tido por muitos como o melhor da banda), John Fogerty se preparava para deixar o grupo e partir em sua carreira solo, mas antes do acontecimento, o Creedence deixou uma joia, o "Pendulum"
O álbum - embora tenha sido basicamente composto por gravações anteriores, que não entraram no "Cosmo’s Factory" - foi construído em um mês, o que é considerado muito para os padrões da banda, de toda forma, "Pendulum" é o único álbum do Creedence que não porta nenhum cover.

A primeira faixa é "Pagan Baby". Com um repetitivo riff de guitarra é a marcante voz de John Fogerty, essa musica tem em todos os seus seis minutos de duração uma bela aula de guitarra, com direito a longos solos.

"Sailor’s Lament" é a seguinte. Com uma harmonia mais calma que a primeira faixa, e com frases repetitivas e fáceis de lembrar fica difícil ouvir e não gritar junto com o refrão. Um elegante solo de sax recheia a musica.

"Chameleon" é a terceira. Com uma letra acida uma batida jogada para um funk e tudo somado ao apoio que os instrumentos de sopro dão, essa faixa tem um ar mais dançante e agitado que as anteriores. Embora os riff característicos da banda ainda estejam presentes, nota-se a ausência de um solo de guitarra que é preenchido pelos instrumentos de sopro.

Em seguida vem a musica que talvez seja uma das mais regravadas na história. "Have You Ever Seen The Rain" é de longe a musica do Creedence mais famosa para o grande publico. Uma balada gostosa apoiada em dois violões com o reforço do órgão e de um piano. De fato é fácil entender o sucesso desta faixa, independentemente do seu gosto musical, "Have You Ever Seen The Rain" é uma canção agradável a qualquer ouvido.

A quinta faixa é "(Wish i Could) Hide Away". Outra balada magnífica, mas diferente da sua antecessora, com um tom mais sombrio. Banhada por acordes menores em um órgão e muita triste. "Born to Move" vem logo em seguida com uma abordagem completamente diferente da faixa anterior, enquanto "Hide Away" expressa melancolia e tristeza, os rápidos acordes e riff, apoiados pelos instrumentos de sopro, dão a "Born to Move" uma leveza e energia diferenciada, sem mencionar o solo de baixo seguido pelo longo solo de órgão no meio da faixa.

"Hey Tonight" é outro grande hit do Creedence, uma sublime balada contagiante com fortes influências do country e do blues. Em seguida vem a lenta "It’s Just a Night", leve, tão leve que parece flutuar e te levar junto. Banhada por um órgão semelhante aos velhos órgãos das igrejas sulistas – como praticamente todo o álbum.

Depois vem "Molina", quebrando o clima sereno criado pelas suas duas antecessoras, "Molina" é uma country rock ligeiramente acelerado, daqueles que te da vontade de levantar e tirar alguém para dançar. Fechando o álbum vem "Rude Awakening", seis minutos de um instrumental extremamente agradável, até os dois minutos. Os minutos restantes são uma grande confusão sonora abusando de efeitos de estúdio, propositalmente ou não, "Rude Awakening" demonstra bem a confusão em que a banda se encontrava.

No fim, das contas "Pendulum" se mostra um álbum deveras agradável com canções de alto nível, além de dois grandes clássicos do Creedence, sendo um deles um marco para a musica mundial.
Tecnologia do Blogger.