Jackyl - Cut The Crap (Review)


"Cut The Crap" é o terceiro álbum de estúdio da Jackyl, lançado em 1997, pela Epic Records. O álbum foi supervisionado pelo produtor Mike Fraser (AC/DC, Metallica). O hit "Locked and Loaded" emplacou nas rádios de rock, alcançando a 11° posição nas paradas da Maistream Rock Chart. Na canção, Jesse James Dupree faz um dueto com Brian Johnson (AC/DC).

Review faixa a faixa:

1 - "Dumb Ass Country Boy" - O disco abre com a pegada Southern Hard Rock imposta pela banda. Uma introdução meio que "pick scratch" e abafados, riff's energizados e um baixo super preciso. A letra é meio que "uma provocação", uma alfinetada direcionada as indústrias fonográficas. 

2 - "Locked And Loaded" - Jesse James Dupree e Brian Johnson (AC/DC) alternam os vocais, isso se resume em: Clássico. Uma levada bem AC/DCiana, mas com aquela pegada insana e desordeira que só a banda Jackyl é capaz de fazer. Uma PERFEITA canção!

3 - "Open Up" - Riff's cadenciados, uma levada mais sonoramente densa. A letra é bem "profunda", com um certo teor de raiva/indignação com alguma coisa. É mais uma ótima música!

4 - "Misery Loves Company" - Jesse James Dupree costuma chamar suas supostas baladas de "Canção Country". Essa música é mais suave quando se trata do estilo Jackyl de tocar, mas não deixa de ser ótima e super agradável aos ouvidos. Eu particularmente até que gosto de ver o "outro lado da moeda" em uma banda. Guitarras super bem trabalhadas, tanto na introdução como nos solos. A letra é bem que uma lição de vida!

5 - "Let's Don't Go There" - A música começa com uma levada bem "lenta", como se fosse mais uma balada, mas de repente entram riff's bem mais pesados e um solo tecnicamente nervoso. Uma ótima música com uma pegada Southern Hard/Metal.

6 - "Cut The Crap" - A faixa-título é uma porrada na orelha. Jesse James Dupree mostra sua desobediência cristã através do seu solo de MOTOSSERRA. É a música mais curta do álbum, mas isso não deixa de torná-la ótima!

7 - "Twice As Ugly" - Mais uma música com a ótima levada Southern/Hard Rock que só encontramos nessa banda. Um refrão explosivo que fica na cabeça. Tipo de música que causa uma certa desordem mental!

8 - "God Strike Me Dead" - Mais uma música com uma levada mais suave, uma pegada acústica que se mistura a riff's e solos distorcidos. A letra da música é bem depressiva, mas certamente existiu algum motivo para que ela fosse escrita. Apesar da letra, a música tem uma levada muita boa!

9 - "Thanks For The Grammy" - Uma ótima levada Southern/Hard Rock bem cadenciada. Mais uma vez, Jesse James Dupree "alfineta" a indústria fonográfica. Existe uma certa dose de indignação e sarcasmos correndo na canção. Tem que ter muita coragem pra escrever uma letra como essa.

10 - "Speak Of The Devil" - É mais uma música com uma pegada acústica que se mistura a riff's distorcidos. Jesse James Dupree estava afim de "levar um lero com o tinhoso" (Risos!). Letra com uma dose de sarcasmo e repleta de desobediência cristã. Não deixa de ser uma boa música!

11 - "Push Pull" - A música que fecha o álbum continua na mesma ótima linhagem Southern Hard Rock da banda. Riff's bem pegados, um baixo marcando super alto e uma letra bem "duplo sentido". Isso é Jackyl. Sacou?

A pegada Southern/Hard Rock construída pela banda continua bem presente e viva nas canções. O dueto de voz entre Jesse James Dupree e Brian Johnson em "Locked And Loaded" é algo incrível, mostra o quanto vale a pena ouvir Jakcyl e AC/DC nessa vida. Percebe-se que as letras das canções estão com bem menos humor e sarcasmo (isso se comparadas as canções dos álbuns anteriores!). As letras estão com um teor de indignação, mais "profundas" ou até depressivas. Não sei o momento que se passava na banda, mas acredito que existia uma certa dose de indignação em relação as indústrias fonográficas (acho que você entendeu!). Jackyl é uma banda que nunca cedeu as tendências (e nunca cederá!), os caras não fazem um som vendido, eles têm identidade, e estão cagando para esses cuzões da indústria fonográfica e as modinhas sonoras que surgem como pragas (É isso que eu admiro muito na Jackyl). Recomendo sem medo, vale muito a pena, e mais ainda por contar com a participação do Brian Johnson. Aqui está mais um ótimo álbum dessa grande banda!

Escrito por Augusto Monteiro e publicado originalmente na Taberna do Putardo.
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