Entrevista com Charlie Wooton, baixista do Royal Southern Brotherhood por Richard Zimmer


O Richard Zimmer, autor da série Narigolim na Estrada e baixista da banda Cartel da Cevada, entrevistou o Charlie Wooton, baixista da banda Royal Southern Brotherhood, que lançou em 2012 seu álbum de estreia, "Royal Southern Brotherhood".

Richard Zimmer: Eu li que o RSB foi formado primeiramente pelo Cyril, Devon e o Mike, certo? Como você e o Yonrico se envolveram com a banda?

Charlie Wooton: Nosso manager Rueben Williams teve a ideia para essa banda. Ele gerencia tanto o RSB quanto o Cyril, Devon, Mike e eu. Alguém fez o comentário do porquê Neville Brothers e Allman Brothers nunca tocaram juntos? Como ele tinha o Cyril, um Neville Brother e o Devon da família Allman ele disse vamos tentar e ver no que vai dar. Mike Zito e Cyril escreveram juntos a música de blues do ano de 2010, "Pearl River". Uma grande sacada.

Depois de tentar alguns baixistas e bateristas meu nome surgiu. Willie Green do Neville Brothers estava tocando bateria na época, ele e eu temos uma boa relação de trabalho, eu também havia tocado com o sobrinho do Cyril nas bandas de New Orleans e fiquei incomodando o Rueben para me ajudar. Eu acredito que a combinação dessas coisas que me fizeram entrar no projeto. Eu conheci Mike e Devon no primeiro ensaio.

Willie tinha outras obrigações e não estava a disposição para assumir o compromisso. Então Rueben me falou: "Eu gostaria de chamar o baterista da Derek Trucks Band", e eu respondi: "Yonrico Scott? Ele casou minha mulher e eu". Eu conheço Yonrico há uns 16 anos e somos realmente próximos. Ele é um ministro ordenado e realmente casou eu e minha mulher. Desde que ele passou 15 anos com Derek, outro membro da família Allman . Então eu dei uma ligada para ele e o negócio estava fechado.

Richard Zimmer: Como foi o processo criativo? Vocês compuseram os sons no estúdio ou estava tudo pronto quando a banda se juntou?

Charlie Wooton: Algumas estavam planejadas e outras a gente aprendeu no estúdio. Mike e Yonrico foram pro estúdio uma noite antes e deixaram duas músicas prontas quando o resto de nós chegou lá. A base toda do disco foi gravada em um dia e meio. Só faltavam os vocais e os overdubs de solo. Eu tenho que dizer que foi algo mágico. Jim Gaines, nosso produtor nos permitiu que acontecesse esse processo.

Richard Zimmer: Apenas você e Cyril são da Louisiana, certo? Mas o som é bem de Louisiana. Consegue explicar isso, se é que existe explicação?

Charlie Wooton: A banda tem como base New Orleans. Eu acredito que temos o som de New Orleans conosco, mas tem muito mais. Mike e Devon são de Saint Louis, Mike vive agora no sul do Texas, eles trazem um som de duas guitarras que os fãs vem curtindo faz tempo. Yonrico é de Detroit e é simplesmente o mais funky que se pode ser. Eu acredito que o ingrediente secreto é que o Mike e o Devon tem esse maravilhoso som da guitarra blues rock, enquanto Cyril, Yonrico e eu temos um background mais funk.

Richard Zimmer: RSB é um projeto ou uma banda para ficar?

Charlie Wooton: Eu acho que começou como um projeto, alguma coisa para fazer a parte das nossas carreiras solo, mas agora é uma banda com força pra ser reconhecida. É uma coisa incrível ter 5 líderes de banda aptos para tocar juntos e se dar tão bem quanto nos damos.

Richard Zimmer: Como está a recepção dos shows nos Estados Unidos e Europa?

Charlie Wooton: A resposta está sendo matadora. Fãs estão viajando 5 horas para ver nossos shows.

Richard Zimmer: Depois de tocar em tantos lugares com o RSB, o que você pensa da cena musical atual?

Charlie Wooton: Eu acho que as pessoas estão com fome de boa música ao vivo. Algo que eles possam se relacionar e possam cantar enquanto estão curtindo.

Richard Zimmer: Vocês estão pensando em outro álbum?

Charlie Wooton: Sim. Cyril gravou a gente fazendo uma jam durante a passagem de som e todos estamos trabalhando juntos.

Richard Zimmer: E uma turnê pela América do Sul? Está nos seus planos?

Charlie Wooton: Eu espero que sim. Eu tenho um caso de amor com a cultura brasileira e nunca fui para o Brasil.
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