The Outside Dog - Entrevista e nova faixa!


No dia 01 de novembro de 2011 publiquei o review do álbum de estréia do The Outside Dog e nesse período, pouco mais de 1 ano, me tornei um grande fã dessa banda, que na época ainda era apenas um projeto do Pedro Gama, que tive o prazer de conhecer no SWU. Uma vez brinquei com ele e me auto-intitulei o "maior fã da banda". Nunca fui a um show da banda, mas sou o maior ouvinte da banda no Last.fm!

Nessa postagem vocês podem ler uma entrevista e escutar em primeira mão a faixa "The Rooster's Gonna Crow", segundo single da banda a ser lançado em 2012, o primeiro foi "I Don't Believe It's You Again"

Eu sempre disse que tenho uma queda pelo som do banjo e gostei demais do inicio da faixa. A banda soube utilizar a bateria, o baixo, o banjo e a gaita com perfeição. "The Rooster's Gonna Crow" é uma faixa rápida e direta, não tem como pensar muito. Nos shows, ela e "Lot of Fools" podem formar uma ótima dupla.

Se tornar uma banda foi a melhor coisa que aconteceu ao The Outside Dog. Esse quarteto formado pelo Pedro, André, Ciro e Mateus, ainda vai dar o que falar.

 
Como surgiu a The Outside Dog? E o que é a The Outside Dog?

Pedro: A The Outside Dog surgiu como um desejo pessoal de gravar músicas autorais e lançar um álbum. Simples assim. Mas por uma sorte gigante, esses planos saíram do controle. Hoje somos uma banda, quatro caras que dividem e somam seus próprios sonhos, experiências, influências e tiram disso uma quinta parte: um som cheio de energia e vontade de ser amplificado por aí. A The Outside Dog é justamente isso, honesta com seu som e objetivos. Som de verdade sendo feito por pessoas de verdade.

Mateus: The Outside Dog é a nossa maneira de expressar o que foi a vivência da nossas almas.

Apresente os componentes da banda para os leitores do Southern Rock Brasil.

Pedro Gama, vocalista, violonista e principal compositor (até agora) da banda. André Sanches, baixista, detalhista e o cara que mudando apenas 1 acorde transforma toda a música. Ciro Jarjura, gaitista que traz toda a atmosfera “bluesy” para o som, além de ser o cara mais estiloso no palco. E Mateus Polati, nossa mais recente aquisição. De um bom gosto ímpar e uma empolgação dentro e fora dos palcos que reflete a personalidade da banda.

A banda lançou seu álbum de estréia em 2011. Como foi a repercussão do álbum? O que ele ensinou para a banda?

Pedro: Acredito que o álbum cumpriu perfeitamente seu papel. Ele foi o que rompeu barreiras (internas e externas) e nos deu o combustível necessário para continuar e aperfeiçoar as coisas. Não só o processo de gravação, mas os primeiros shows e toda a divulgação nos ensinaram lições preciosas daquilo o que fazer, de muito o que não fazer mas principalmente de onde queremos chegar. Tudo era muito nebuloso e romantizado sem essa experiência. Hoje vemos com maior clareza que a parte de compor com o instrumento no colo é uma pequena parcela do todo, e este sim envolve muito trabalho, esforço e tempo de todos nós. E apesar de tudo isso e de nos sentirmos por vezes dando voltas em círculo, subir no palco e liberar toda essa energia é o que realmente paga as contas no final.

Sei que tem um álbum novo vindo aí e que ele vai ter uma mescla de músicas cantadas em português e inglês. Por que vocês decidiram cantar em nossa língua mãe? E falem um pouco mais desse álbum.

Mateus: Acreditamos que indiferente da língua que cantamos, o maior objetivo que temos é de transmitir uma ideia, um ideal a todos os ouvidos. Tendo isso em mente, acabamos colocando em contexto o ambiente que residimos, e a importância e influência que isso tem. Nao deixaremos de lado o inglês e tampouco o português. Apenas decidimos que ambos caminham em paralelo e fazem parte de nossa vida.

Pedro: Existe uma necessidade primordial de nos comunircarmos com nosso público como o Mateus mesmo disse. O português só vai otimizar esse processo. O novo álbum ainda é apenas um embrião. As composições já estão aí, mas agora é hora de passarem de mão em mão por cada um da banda. Crescerem, amadurecerem e tomarem para si essa nova cara. Não há pressa em lançar nada, mesmo porque elas vão sendo aos poucos incorporadas aos shows e testadas juntamente com o público, o que é fantástico, já que o feedback é instantâneo.

Além de lançar um novo álbum e continuar promovendo o ALL FOLKS Fest, quais os projetos da banda para o futuro?

Pedro: O projeto da banda é nunca parar. Continuar se envolvendo cada dia mais no cenário folk e country rock e expandir esse para outras cidades e estados. Tanto a The Outside Dog quanto o ALL FOLKS Fest nos permitiram conhecer músicos e bandas fantásticos que, além de nos presentearem com sua arte e música, nos deram também sua amizade. É impagável termos junto conosco pessoas com Rafael Elfe, Gilmore Lucassen, Caio Corsalette, o pessoal do Monoclub e do L’Avventura. Nosso maior prêmio é a parceria e o vínculo criado e posso dizer que ainda há muito mais por vir.
Tecnologia do Blogger.