ZZ Top - La Futura (Review)


Nove anos se passaram (Falei nove anos, Beer Drinkers and Hellraisers!), enfim, aqui está o décimo quinto álbum de estúdio da lendária banda texana ZZ Top. No dia 5 de junho deste ano, eles lançaram o EP "Texicali" (Leia o review), com quatro faixas deste álbum, e há treze meses fora lançada a single "Flyin’ High" a pedidos do astronauta Mike Fossum (A música até foi liberada pra download no site da NASA). Assim como qualquer banda veterana, o ZZ Top também é marcado por fases ao longo de sua carreira, ou seja, mesmo com todo o longo tempo de estrada ainda existe por aí fãs que gostam de uma sonoridade mais blues raiz (O começo), outros curtem a fase de ouro dos tempos de "Eliminator" (A fama), e existem os fãs que não se pregam em uma fase específica, apenas gostam do ZZ Top pelo simples fato de amar o que esses caras criam (Sou um desses!).


O título faz jus ao timbre que vamos encontrar no álbum, o velho e o novo andam juntos em cada acorde, isso é o futuro musical da banda, esse é o ZZ Top do ano 2012. Eu não vou falar das quatro ótimas faixas lançadas no EP "Texicali" (Leia o review), pois eu apenas repetiria o que já escrevi. Após ouvir a bela "Over You", começo esta resenha pela quinta faixa "Heartache In Blues" um Rock Blues modernamente cru, com solos de gaita e uma levada com muito swing, uma mistura de Blues do delta do Mississippi com Modern Blues, explorando bem um dos doze compassos desta arte sonora.

Na sequência "I Don't Wanna Lose, Lose, You" pelo título poderia ser uma balada, mas o instrumental traz consigo riff’s com drive super energizado, fraseados vivos e um refrão que nos embala a cantar juntos. Essa música entraria fácil no álbum "Eliminator", quem sabe em "Afterburner" ou em "Recycler", talvez em qualquer álbum antes desse, pois isso é ZZ Top, só eles criam canções ótimas com essa pegada. Já "Flyin' High" é a música que embalou a espaçonave Soyuz, com uma pegada que nos mostra uma criatividade sem tamanho de se compor riff’s, algo bem fora do normal, você dirá moderno e eu lhe direi inovador, o refrão é bem alegre, aposto que Mike Fossum ficou alto no espaço e viu a terra girar depois de ouvir essa música (Brincadeira!).

A música "It's Too Easy Mañana" eu não sei por que raios me faz lembrar de dois clássicos do Rock, uma mistura de "Behind Blues Eyes" do The Who com "House Of The Rising Sun" da banda The Animals, com um pedaço do pós-refrão me lembrando algo do refrão de "Maybe I Missed The Point" do Jeff Bridges. Eu já disse uma vez que uma bela canção sempre nos leva a pensar: “Já ouvi isso antes!”, ela sempre parece com um clássico (O Bad Blake em Crazy Heart falaria isso, deitado, na cama da Jean). Não posso esquecer de elogiar os solos feitos por Gibbons, guitarras chorosas, e o ritmo quebrado no final: Um groove’zão, Hill e Beard mostrando que não fazem só a cozinha, eles criam.

O Rock N’ Roll mais vivo retorna em "Big Shiny Nine" mostrando que Billy Gibbons continua tocando com muito mais energia do que muitos guitarristas mais novos. Acho que rola um tipo de magnetismo oriundo de sua barba, ela deve faiscar com as cordas e por isso acordes eletrizados surgem assim com tamanha facilidade (Esse é o segredo!). A última canção é "Have A Little Mercy" que até parece uma nova versão de "Waitin' For The Bus" talvez pelo “Have Mercy...”, sendo tão boa quanto. A música é regada por uma tempestade de fraseados guitarrísticos sobre uma progressão Blues lenta, mas que ganha mais batidas por minuto no final.

O álbum "La Futura" era o que eu esperava, positivamente falando, sempre sou otimista quando se trata de bandas com reputação elevada (Infelizmente, só o Metallica ainda continua lançando álbuns abaixo do que espero, mas logo eles me surpreendem!). São dez faixas que mistura um som vintage, horas cru, horas moderno, com doses e mais doses de criatividade deste trio texano. É um álbum pra viajar, pra ser ouvido alto, deflorando cervejas (Eu parei de beber, mas sinto que’u ficaria alcoolizado ao som deste álbum!) e agradecendo por estar vivo e vendo o ZZ Top lançar álbuns. Vou repetir o mesmo final da resenha que fiz em Texicali: Só deixo de gostar do ZZ Top quando Billy Gibbons e companhia pararem de criar canções para nós Beer Drinkers and Hellraisers. Recomendo, seja como eu: Só aceite uma opinião se ela for parecida com a sua, ESCUTE, e tenha opinião própria. ZZ Top That Little Ol' Band From Texas. E não se esqueçam de comprar o álbum dia 11 de setembro.

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Escrito por Augusto Monteiro e publicado originalmente na Taberna do Putardo. 
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