Rival Sons - Head Down (Review)


"Head Down" é o terceiro álbum de estúdio da Rival Sons, lançado em 17 de setembro de 2012, pela Earache Records.

O quarteto californiano está de volta, "Head Down" é o seu mais novo álbum. Assim como em "Pressure & Time" (Leiam o review do álbum), a banda levou poucos dias pra finalizar o mais novo trabalho, dois a mais que o álbum anterior, falo de vinte e dois dias (Você ouviu? Falei 22 dias!). A produção do álbum ficou nas mãos de Dave Cobb, já a engenharia e mixagem por conta de Vance Powell (Como não sair perfeito?). Apesar de ser uma banda nova, os apaixonados por Rock N' Roll de verdade já conhecem o trabalho dessa banda, que hoje está lançando o seu terceiro álbum de estúdio. 
Os dois primeiros trabalhos da Rival Sons são como uma dose de Led Zeppelin com The Black Crowes e pitadas da mais pura competência e criatividade sonora de quatro talentosos músicos. "Head Down" mantém a marca da banda: Canções gravadas em poucas tomadas, feitas num curto espaço de tempo, deixando a criatividade tomar de conta do puro instinto e talento musical que se mostra ser infinito. A primeira faixa "Keep On Swinging" já nos leva aumentar o volume do som em seu limite máximo. Até parece um Hard/Blues dançante gravado na década de 70. Em seguida "Wild Animal" bebe por fontes do Indie Rock, mas com um solo que mistura técnicas do Ace Frehley em "Firehouse" e distorção suja. É uma faixa com uma sonoridade diferente do que a banda costuma apresentar, mas é bem gostosa de ouvir.

"You Want To" até poderia ficar ao lado de "Communication Breakdown" em "Led Zeppelin I", empolga da mesma forma, é uma música que bebe pelas fontes Zeppelianas. É quase impossível acreditar que uma música tão incrível assim foi feita de modo espontâneo. A faixa "Until The Sun Comes" é tão perfeitamente diferente, que sua mente procura buscar uma semelhança em uma banda, uma música já existente, mas é quando você percebe que o que está ouvindo é algo único, isso se chama originalidade. O som continua no volume máximo, pois "Run From Revelation" nos entorpece com um Hard/Blues de grosso calibre com boas doses de psicodelismo. É como misturar o Blues do Judas Priest do álbum "Rocka Rolla" (Sim. Rocka Rolla do Judas Priest soa um pouco Blues!) com Tony Martin e Plant dividindo os vocais ao mesmo tempo.

A próxima faixa "Jordan" é uma música tão perfeita que ouso afirmar ser a canção mais bonita do ano de 2012 (Já ouvi mais de 700 CDs lançamentos até agora, sei o que tô falando!). Você consegue refletir muita coisa ouvindo isso, momentos belos, uma nostalgia repleta de boas lembranças. Feche os olhos e deixe a música tocar sua alma, e tocará profundamente. Logo em seguida "All The War" retoma com o Hard/Blues psicodélico que nos leva criar uma teoria: Rival Sons foi congelada na década de 70 pra ser descongelada somente agora, uma salvação, assim como John Spartan foi congelado em Demolition Man. Você pode misturar The Who, Zeppelin e Pink Floyd e achar que tudo isso daria "The Heist" e por incrível que pareça não daria. É mais uma música com uma dose de originalidade sem tamanho, você busca uma fonte, mas descobre que esses caras estão quebrando e criando novos paradigmas pra música.  
 
"Three Fingers" é mais uma música pra deixar o volume permanecendo no limite máximo, o instrumental é de assustar, repleto de riff's funkeados, com groove e guitarras nervosas ligadas num drive faiscando feeling. Quando você pensa que já ouviu o suficiente pra dizer que já está megamente satisfeito, a música "Nava" surge pra comprovar que a perfeição pode ser alcançada por aqueles que trabalham duro pra fazer algo acontecer. É um instrumental feito por violões de aço, passageiro, mas é tão belo que até nos leva acreditar ter sido feito por David Gilmour, poderia ser uma continuação de Goodbye Blue Sky com toques de coisa indígena. Apague as luzes e deixe "Manifest Destiny (Pt. 1)" com suas doses de Stoner libertar o seu espírito, é como uma ilusão causada por um chá feito com peyote por uma tribo Navajo, psicodelismo e alucinações longas. Em seguida "Manifest Destiny (Pt. 2)" nos faz despertar do coma alucinógeno, mas nos levando a contemplar os efeitos do psicodelismo com boas doses da mais pura surrealidade sonora já ouvida.

Pra encerrar, a faixa "True" é como a continuação de "Nava" mas com um lirismo de tocar a alma. Já ouvi dizer que ninguém é perfeito, mas isso não existe quando se trata de música. Se você desconhece a perfeição, ouça essa música e descubra. A Rival Sons me surpreendeu desde o primeiro álbum, é uma banda incrível e "Head Down" é a prova de que eles estão sempre lançando um álbum melhor do que outro.

Esse álbum estará no Top 10 de 2012 de qualquer lista de respeito. Mas não é só isso: "Head Down" é uma prova de que o Rock N' Roll ainda pode ser inovado, inovado pra melhor, é uma obra de arte ainda inacabada. Tolo daquele que acredita nisso: "Nada se cria, tudo se copia!" o Rock N' Roll foge à regra. Jay Buchanan agora passou a ser uma das mais belas vozes do Rock N' Roll atual, na minha humilde opinião, ele é a revelação. Pseudos-rockeiros acreditam que não surgem bandas como antigamente, e todo dia descubro uma banda nova e com uma pegada bem vintage, tão perfeita quanto às bandas dos tempos de meu pai e do meu avô.

A Rival Sons é uma banda inovadora, ela está além do imaginável, eu posso dizer que há doses das bandas Clássicas ali e acolá, mas logo percebo que não, eles são originais, é um som único e perfeito. É inacreditavelmente incrível como em vinte e dois dias um álbum tão belo como esse seja feito. Mais um álbum pra brigar pelo título de melhor álbum do ano.

Escrito por Augusto Monteiro e publicado originalmente na Taberna do Putardo.  
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