Fifth On The Floor - Dark And Bloody Ground (Review)


"Dark And Bloody Ground" é o segundo álbum de estúdio da Fifth On The Floor, lançado em 2010, pela Sol Records.

A primeira faixa "Hell If I Know" abre o álbum com uma pegada que nos faz lembrar de The Georgia Satellites, música com uma levada bem envolvente. Na sequência "Shine" se mantém com uma pegada Southern Rock também a lá The Georgia Satellites (Outra, como assim?). Pra quem não conhece a banda The Georgia Satellites fica difícil entender o que eu quero dizer, então, quero dizer que é um Southern Rock com riff's calibrados, com ótimos clichês guitarrísticos e um refrão que gruda, uma ótima canção.

"On My Way" passeia por um Country Rock magnífico, com riff's criativos e bem executados. Algo na canção nos faz lembrar de "Country Boy" de Albert Lee, música com clima feliz. Em seguida "Missin' The Mornin'" surge com uma melodia e harmonia super agradável, tipo de música pra ser ouvida pegando um vento na cara. A perfeita "Front Door Blues" percorre por um Blues Rock bem cadenciado, que ganha forte ataque de slide e gaita, uma música com muita pegada e competência. Já "The Fall" se arrasta agradavelmente por mais de cinco minutos como uma balada Blues a lá ZZ Top, naquele estilo dos barbudos Texanos de tocar balada.


"Distant Memory Lane" continua mantendo a suavidade do álbum, com violões de aço bem trabalhados, e uma melodia de confortar nossa alma. A faixa "Another Day" é bem agradável, entra pra lista de canções suaves do álbum, com um instrumental de fundo bem Hillbilly Porch, música bem Redneck, mais uma ótima canção. "Georgia" traz de volta riff's mais energizados, uma pegada mais estradeira, e solos bem envenenados.

A última faixa "Drinkin' Friends" é aquele tipo de música de alto teor alcoólico, pegada acústica com pitadas de Hillbilly Porch, Honky-Tonk, e um solo altamente fora de série (Engraçado!), música com cara de hino para bêbuns profissionais que sempre cantam nas bebedeiras entre amigos.

Não é à toa que em 2010, este álbum ficou entre os 10 melhores álbuns do gênero. Houve uma pequena perda na sonoridade da banda, a ausência dos teclados de Craig Collins realmente faz falta em algumas canções, mas isso não desmerece o álbum. É mais um ótimo álbum, perfeito pra ser contemplado nas bebedeiras de rotina. Aumente o som!

Créditos: @AugustoMTRs 
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