Molly Hatchet - Take No Prisoners (Review)



"Take No Prisoners" é o quarto álbum de estúdio da Molly Hatchet, lançado em 1981, pela Epic Records. Esse é o último álbum com Jimmy Farrar nos vocais, que anos mais tarde montou, com alguns dos membros do Molly Hatchet, uma banda chamada Gator Country. O álbum foi um sucesso de vendas, recebeu quatro estrelas e meia da Allmusic, e alcançou a 36° posição na Billboard 200. Três singles se destacaram nas paradas norte-americana, "Power Play" chegou a 96° posição na Billboard Hot 100, já duas músicas se destacaram na Mainstream Rock, foram elas "Bloody Reunion" alcançou a 31° posição e "Lady Luck" a 46° posição. O álbum contém a participação do grande percussionista carioca Paulinho da Costa, tocando o instrumento conga.

Review faixa a faixa:

1 - "Bloody Reunion" - O álbum já abre com uma porrada Southern Rock nas orelhas. Riff's vigorosos, solos com muita pegada e maestria. 

2 - "Respect Me In the Morning" - Essa música lembra muito o clássico do Ted Nugent "Just What The Doctor Ordered". A canção é perfeita, muitos solos, e uma interação vocal de Joyce ‘Baby Jean’ Kennedy, dando um toque de perfeição maior ainda na música.  

3 - "Long Tall Sally" - É uma canção cover, escrita por Robert Blackwell e Enotris Johnson, mas ficou conhecida pela interpretação do lendário Little Richard. A versão do Molly Hatchet também ficou ótima!

4 - "Loss of Control" - Realmente a música tem uma introdução de guitarra que nos faz "perder o controle". Riff's bem trabalhados e solos bem executados.

5 - "All Mine" - Riff de grosso calibre, uma levada bem cadenciada e um refrão perfeito. Uma ótima música!

6 - "Lady Luck" - Essa música tem uma pegada mais Hard Rock N' Roll Blues, uma levada diríamos que dançante. Um ótimo solo de teclado feito por Jai Winding.

7 - "Power Play" - Uma música bem diferente daquilo que poderíamos esperar do Molly Hatchet. Guitarras ritmadas com um certo swing, levada bem percusiva. Nem por isso deixou de ser uma boa música, detalhes para o perfeito solo de guitarra.

8 - "Don't Mess Around" - Um riff com mais cara de Molly Hatchet. Uma introdução criativa, guitarras expressivas e o vozeirão de Jimmy Farrar, uma voz perfeita pra Rock N' Roll.

9 - "Don't Leave Me Lonely" - Essa música tem aquela levada 38 Special, um Southern Rock mais para o lado AOR, só que com boas doses de Blues Rock. O que eu quero dizer é: É mais uma letra daquelas "Não me deixe sozinho está noite", entendeu? 

10 - "Dead Giveaway" - Essa música está bem mais Southern Rock. Um riff criativo com uma levada bem viva, e solos com muita energia, nervosos e com feeling.

O álbum conseguiu boas vendas, foi um sucesso comercial, mas não agradou os fãs da era Danny Joe Brown, que acharam que o disco não estava tão "som pra cowboy", alegando que era um som vendido, com letras mais comerciais falando de relacionamento. Mas essa era a tendência da época, o 38 Special estava voando alto com esse tipo de temática. "Take No Prisoners" não é um álbum ruim como dizem por aí, existem boas músicas nele, tem uma levada que querendo ou não é sim Molly Hatchet. O problema do mundo é que as pessoas não aceitam mudanças.

Créditos: @AugustoMTRs
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