Jackyl - Relentless (Review)


"Relentless" é o quinto álbum de estúdio da Jackyl, lançado em 2002, pela Humidity Records. É o primeiro álbum da banda sem o guitarrista Jimmy Stiff e o baixista Thomas Bettini, ambos deixaram a banda (boatos dizem que foi por motivos maiores: Religião). O baixista Roman Glick foi chamado para o lugar de Thomas e, Jesse James Dupree resolveu assumir a vaga de guitarrista. O álbum ganhou mais uma vez a participação de Brian Johnson (AC/DC), agora com a música "Kill the Sunshine".

Review faixa a faixa:

1 - "If You Want It Heavy (I Weigh a Ton)" - A primeira faixa do álbum já nos mostra que a Jackyl continua fiel ao seu estilo de fazer músicas. Um Southern Hard/Metal Rock com riff's de grosso calibre. O baixista Roman Glick chega deixando sua marca, uma pegada vigorosa e precisa. Uma ótima porrada na orelha pra começar!

2 - "I'm On Fire" - Riff's agressivos, cheios de H.A. (harmônicos artificiais). Jesse James Dupree está cada vez mais com uma voz "rasgada", perfeita. Jeff Worley agora está mais à vontade pra deixar seus solos, ótimos solos por sinal. Mais uma ótima música!

3 - "Kill the Sunshine" - A letra ganhou participação do ilustre (fiel amigo, fã da Jackyl) Brian Johnson (AC/DC). Isso torna a música um clássico, mas merecidamente. Uma ótima música que poderia até ter sido lançada pela banda australiana. Como eu disse: CLÁSSICO!

4 - "Lend Me A Hand" - Uma música que desce super agradável aos ouvidos, com um riff dedilhado, que ganha mais peso no decorrer da música e um solo fantástico. Apesar do sarcasmo dado na entonação das frases, a letra da música é bem profunda.

5 - "Mr. Evil" - Mais uma música com uma levada que ganha um certo peso. Riff's cadenciados, solos nervosos e uma letra de arrepiar. Ótima música!

6 - "Vegas Smile" - Um Southern Hard Rock com riff's energizados, levada empolgante e solos bem executados. Jesse James Dupree está cantando muito, sua voz rasga os auto-falantes do som!

7 - "Heaven Don't Want Me (and Hell's Afraid I'll Take Over)" - O começo da música quase nos faz pensar que será uma canção Blues bem tradicional, mas logo em seguida, guitarras distorcidas surgem trazendo um elevado peso na canção. A letra me fez pensar: "Será que Jesse James Dupree está sentindo um certo medo do inferno?".

8 - "Down This Road Before" - É uma canção suave e com uma melodia super bem agradável. Não chega ser uma balada, mas tem todo aquele clima de canção feliz. Mais uma ótima música!

9 - "Billy Badass" - O som da Motosserra não poderia faltar. Riff's vigorosos que se misturam perfeitamente com o som da Motosserra. A letra da música expressa tudo aquilo que a banda Jackyl tem pra dizer. As palavras ditas na letra enaltecem a banda, mas eles apenas estão "cantando" a verdade!

10 - "Sparks from Candy" - Outra música com uma levada de causar desordem. Riff's rápidos e selvagens, solos bem executados e um ótimo refrão pra fechar.

11 - "Curse On You" - Uma levada Hard/Metal de primeiríssima qualidade. Riff's carregados de peso, solos técnicos e um refrão com bastante apoio dos backing vocals (do tipo característico em bandas de Heavy Metal). A letra é bem pesada (pra não dizer demoníaca!).

12 - "The More You Hate It" - A última música fecha com chave de ouro mais um ótimo álbum da banda. Southern Hard/Metal Rock selvagem, o jeito Jackyl de tocar. Música pra pisar o pé numa auto-estrada e voar alto. Perfeita música pra encerrar e nos fazer rodar o álbum mais uma vez.

O álbum nos mostra que a banda não aderiu as tendências, ela continua super fiel ao seu estilo, a si mesma e aos seus fãs (seguidores). O álbum está recheado de ótimas porradas na orelha, músicas pra gente grande, do tipo para nos orgulharmos do som que escutamos. A Jackyl apresenta um instrumental mais selvagem, riff's com mais agressividade, letras pesadas com aquele sarcasmo "Jackyl de escrever", e um Jesse James Dupree cantando muito (muito mais ainda do que já cantava), com uma voz muito mais rasgada (vocal perfeito). A letra de "Billy Badass" é um desabafo, e a mais pura realidade. Esse é o tipo de álbum pra chutar o traseiro de quem pensou que a Jackyl ia aderir as mudanças, ou que ela estava morta. O álbum é porrada na orelha do começo ao fim, músicas de causar desordem mental.

Créditos: @AugustoMTRs
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